Ceama deve parar em greve da saúde
O Sindicato da Saúde Pública do Estado de São Paulo (Sindsaúde) anunciou que seus funcionários entrarão em greve por tempo indeterminado a partir do dia 11 de junho se o governo estadual não abrir negociação salarial. Em Marília, apenas o Iamspe/Ceama adere à paralisação e suspende atendimento à saúde aos 40 mil servidores públicos conveniados.
O Sindicato da Saúde Pública do Estado de São Paulo (Sindsaúde) anunciou que seus funcionários entrarão em greve por tempo indeterminado a partir do dia 11 de junho se o governo estadual não abrir negociação salarial. Em Marília, apenas o Iamspe/Ceama adere à paralisação e suspende atendimento à saúde aos 40 mil servidores públicos conveniados.
De acordo com o presidente do sindicato, Benedito Augusto de Oliveira, a categoria quer aumento real de salário e incorporação de gratificações. São exigidos 34% de aumento e contratação de novos funcionários.
Segundo o delegado sindical para o Iamspe do SindSaúde, Décio Trindade, o atendimento ao conveniado está tão precário que a adesão à greve é inevitável. “Precisamos de um pronto-socorro para atender a região, estamos com 20% do número adequado de servidores para o atendimento no Ceama e os três servidores que cuidam sozinhos dos 40 mil conveniados de 36 cidades da região não estão dando conta.”
Eles são os únicos a aderir à greve na Saúde a partir de segunda-feira. “Aqui os servidores, além de esparsos e isolados, não tem a mobilização histórica de adesões às greves, mas na capital e grandes cidades, hospitais dos servidores vão parar e mostrar força de mobilização para o governo.”
O Ceama, que atende de 90 a 135 pacientes ambulatoriais por dia, através de nove médicos, está transferindo os conveniados para o atendimento convencional do Hospital São Francisco e Hospital Universitário da Unimar, enquanto houver greve.
Apenas um médico, um enfermeiro e um atendente administrativo irá oferecer plantão de greve no Ceama. “Apenas para urgências ou pacientes de última hora de cidades vizinhas.”
Jornal Diário de Marília/SP
Salas com mais de 40 alunos poderão ter microfones