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Mulheres investem em previdência

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:12 Jornal do Commercio/PE


“As mulheres estão dominando o mundo”. O slogan, que já foi usado e abusado por empresas que trabalham para o público feminino, muito em breve poderá ser adotado pelas entidades de previdência privada. A participação das mulheres que têm um plano de previdência vem crescendo sobre o número de homens. Essa é a constatação de duas gigantes do mercado. Entre os clientes da Brasilprev Seguros e Previdência S.A, elas representavam 41% em 2006, acumulando R$ 4,3 bilhões em reservas. Apenas este ano, as mulheres devem responder por 45% das compras de previdência.

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Mulheres investem em previdência

 
Presença feminina nos planos privados está crescendo. Em 1994, 71% dos contratos da Brasilprev eram de homens. Em 2006, mulheres atingiram 41%

Ines Andrade
iandrade@jc.com.br

“As mulheres estão dominando o mundo”. O slogan, que já foi usado e abusado por empresas que trabalham para o público feminino, muito em breve poderá ser adotado pelas entidades de previdência privada. A participação das mulheres que têm um plano de previdência vem crescendo sobre o número de homens. Essa é a constatação de duas gigantes do mercado. Entre os clientes da Brasilprev Seguros e Previdência S.A, elas representavam 41% em 2006, acumulando R$ 4,3 bilhões em reservas. Apenas este ano, as mulheres devem responder por 45% das compras de previdência. Em 1994, os homens prevaleciam com 71% da base de clientes da Brasilprev. Na Bradesco Vida e Previdência, a situação não é diferente. Em 2005, o público feminino era 40,62% da carteira, passando para 41,38% em 2006. “Isso prova que elas estão em tudo”, resume Marco Antonio Rossi, diretor da Bradesco Vida e Previdência.

“Achamos que, a partir de 2014 ou 2015, as mulheres superarão os homens nesse segmento”, projeta José Eduardo Vaz Guimarães, diretor de Marketing e Produtos da Brasilprev. O crescimento tornou-se mais acelerado nos últimos anos. Em 2001, elas ainda eram 37% da base de clientes da empresa. Tanto Marco Rossi quanto José Eduardo Guimarães atribuem esse comportamento ao grau de consciência e preocupação com o futuro. “A mulher parece mais consciente da importância da previdência”, avalia Guimarães. “A mulher hoje está mais ativa no mercado de trabalho, aparece mais na direção das empresas. Elas são mais precavidas, preocupam-se mais com o futuro”, entende Rossi.

FILHOS

Dois outros dados fortalecem essa percepção. Segundo a Brasilprev, as mulheres estão contratando um plano de Previdência mais cedo do que os homens. Entre as clientes da empresa, 41% têm até 30 anos. Essa estatística entre os homens cai para 34%. Outra constatação foi a preocupação com o futuro dos filhos, pois são novamente elas que se destacam quando o assunto é plano para crianças. Aproximadamente 31% das mulheres clientes da Brasilprev contratam um plano Júnior. Na Bradesco, elas compram 7% a mais produtos para os filhos do que os homens.

A funcionária pública federal Carla Mendonça Dias, 30 anos, planeja o seu futuro e o do filho, de apenas quatro meses. Há mais de cinco anos, ela aplica em previdência privada. “Minha aposentadoria hoje é integral, mas essas regras podem mudar. Acho que é um investimento importante”, considera Carla, que também já fez um plano para o filho. “Será para o que ele precisar e quiser, para um curso ou comprar um carro”.

O público feminino prefere ainda contratar um plano com a incidência da tabela regressiva do Imposto de Renda (IR). Essa tabela é mais vantajosa para quem pretende deixar o dinheiro parado por mais de 10 anos. Segundo os dados da Brasilprev, 26% delas optam pela tributação regressiva contra 22% dos homens. Um indicativo de que a intenção é fazer o resgate mais tarde. De acordo com a Brasilprev, a fidelidade delas também é maior do que a dos homens, pois, em média, as clientes permanecem no plano um tempo 20% maior do que o público masculino.

Apesar de todas as precauções delas, eles ainda contribuem com um valor mensal maior. A média feminina de investimento é de R$ 210 contra R$ 300 da masculina. Um dado que encontra explicação no mercado de trabalho. Segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativos a 2006, apenas 28% dos trabalhadores que recebem entre dez e 20 salários mínimos são mulheres. Entre os ocupados que ganham acima de 20 salários, elas representam 19%.

Fonte: Jornal do Commercio/PE



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