Paulo Bernardo apresenta projeto de fundo de previdência do servidor
O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, apresentou nesta segunda-feira, 18/06, em seminário no Superior Tribunal de Justiça, a proposta do Governo Federal para a criação do Fundo de Previdência complementar do servidor público. Segundo Bernardo, a criação do fundo precisa ser amplamente debatida porque, esclareceu, terá grande importância nas questões econômicas do País nos próximos anos.
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Paulo Bernardo apresenta projeto de fundo de previdência do servidor
O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, apresentou nesta segunda-feira, 18/06, em seminário no Superior Tribunal de Justiça, a proposta do Governo Federal para a criação do Fundo de Previdência complementar do servidor público.
Segundo Bernardo, a criação do fundo precisa ser amplamente debatida porque, esclareceu, terá grande importância nas questões econômicas do País nos próximos anos.
Destacou que o país tem hoje cerca de 300 fundos de pensão, mas segundo o ministro, ainda têm patrimônio pequeno se comparado aos fundos de pensão de servidores de outros países, como dos professores de Nova Iorque que soma cerca de US$ 50 bilhões.
Fundo único
O ministro defendeu na palestra a proposta de criação de um fundo único de previdência complementar para os servidores dos três Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — gerida por um Conselho que funcionaria em regime de rodízio.
Segundo Bernardo, um fundo único traz maior escala e permite menor custo de administração e ganho de eficiência. Além disso, destacou, a emenda constitucional que determina a criação do fundo, prevê apenas uma unidade gestora.
Bernardo esclareceu que o fundo será gerido por uma fundação estatal de direito privado, que ainda será criada, e gozará de autonomia administrativa, financeira e gerencial.
No seminário, o ministro esclareceu que a adesão à entidade de previdência complementar é facultativa, tanto para os novos servidores como para os que já estão em atividade. Reconheceu que haverá uma perda fiscal inicial para a União uma vez que os servidores que optarem pelo novo regime deixarão de descontar 11% do total da remuneração que fica limitado ao teto do INSS – cerca de R$ 2.800.
Além disso, acrescentou, a União ainda terá que contribuir mensalmente com a mesma alíquota de 7,5% para o fundo de pensão, mesma alíquota de contribuição do servidor, compatível com as alíquotas praticadas nas entidades fechadas de previdência no Brasil que estão entre 7 e 8,5%.
Entretanto, disse Paulo Bernardo, “se lembrarmos que um sistema de previdência previdenciário as pessoas irão pagar por 30, 35 anos até a aposentadoria, então eu digo que o regime será sustentável do ponto de vista fiscal no longo prazo”.
Anteprojeto
No dia 14/05 o DIAP teve acesso e publicou a nota do Ministério do Planejamento bem como a íntegra do Anteprojeto de Previdência Complementar do Governo. Clique nas palavras [nota e anteprojeto] ou acesse a seção Íntegras, Mais Ìntegras, da página do DIAP para acessar os textos. (Com informações do Ministério do Planejamento)
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