Começa o programa com professores auxiliares
"Na Prefeitura da Capital, onde o programa começou, o percentual dos alunos que chegavam ao terceiro ano sem saber ler e escrever baixou de 40% para 15%. E isso sem que o programa tivesse acontecido plenamente. Nas escolas do Estado vai acontecer a mesma coisa", afirmou o governador José Serra (PSDB), durante visita à Escola Estadual Ennio Voss, no Brooklin Paulista, Zona Sul, onde foi ver de perto o funcionamento do programa recém-implantado. Ao seu lado estava a secretária Estadual da Educação, Maria Lucia Marcondes Carvalho Vasconcelos.
O governo do Estado apresentou ontem mais uma etapa do Programa Ler e Escrever, com o início oficial das atividades dos professores auxiliares nas classes de 1a série do ensino fundamental. Os ajudantes são universitários selecionados por instituições de ensino, conveniadas com a Secretaria Estadual de Educação. Eles têm como tarefa auxiliar os professores regentes no processo de alfabetização dos alunos.
"Na Prefeitura da Capital, onde o programa começou, o percentual dos alunos que chegavam ao terceiro ano sem saber ler e escrever baixou de 40% para 15%. E isso sem que o programa tivesse acontecido plenamente. Nas escolas do Estado vai acontecer a mesma coisa", afirmou o governador José Serra (PSDB), durante visita à Escola Estadual Ennio Voss, no Brooklin Paulista, Zona Sul, onde foi ver de perto o funcionamento do programa recém-implantado. Ao seu lado estava a secretária Estadual da Educação, Maria Lucia Marcondes Carvalho Vasconcelos.
Conforme dados da Secretaria de Educação, os primeiros professores auxiliares já estão em 1.182 classes de 405 escolas da Capital. Foram destinados ao programa R$ 14,4 milhões e a expectativa é que, até o final do primeiro semestre deste ano, eles estejam em 3.085 classes, de 613 escolas, atendendo a 102.763 alunos da rede estadual de ensino.
"Implantaremos o programa por partes. Vamos começar na Capital, onde teremos 1,5 mil professoras, a maioria são mulheres. Isso equivale a 50% da demanda. Posteriormente, ampliaremos para a Grande São Paulo e depois para o interior", explicou Serra.
Essa programação tem uma razão de ser. "Não é por coincidência", disse o governador, "que os problemas maiores do aprendizado estão na Capital, depois na Grande São Paulo e por último no interior, onde o nível de ensino tem sido melhor".
Compõem o projeto 26 instituições de ensino que já assinaram o convênio com a Secretaria de Educação. Cada instituição parceira receberá R$ 500,00 por turma de 1ª série atendida (o correspondente a um professor auxiliar por sala de aula). Esse valor será usado para complementar a mensalidade dos universitários e custear o professor que orientará o projeto na faculdade. O projeto prevê dedicação de 20 horas semanais - ou seja, cada professor auxiliar prestará quatro horas de trabalho por dia.
Podem se inscrever no programa estudantes matriculados em pedagogia, normal superior e letras, todos com habilitação de magistério. Também podem participar do programa estudantes de pós-graduação que estejam cursando disciplinas voltadas à metodologia de ensino.
Serra também anunciou a criação de salas para alunos com dificuldades no aprendizado. "Vamos fazer salas especiais para os alunos de quarta série que não têm aproveitamento bom. Não é sala que vai juntar alunos do ano normal com os outros, vão ser salas especiais: só aqueles que ficaram para trás. Isso facilita enormemente o trabalho de aprendizado."
Fonte: Centro do Professorado Paulista (CPP)
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