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APEOESP: A dura realidade da escola!

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:29 Jornal Diário de Marília/SP


Alunos chegam ao ensino superior sem as mínimas condições para freqüentar as aulas. Porque? Ora, já escrevemos muitas vezes que o Professor do Ensino Fundamental e Médio foi abandonado desde o início do governo do maldoso “Paulo Maluf”, além de ser, totalmente, desconsiderado a partir de “Mário Covas” com situação piorada com o advento da promoção continuada que se tornou automática.

Alunos chegam ao ensino superior sem as mínimas condições para freqüentar as aulas. Porque? Ora, já escrevemos muitas vezes que o Professor do Ensino Fundamental e Médio foi abandonado desde o início do governo do maldoso “Paulo Maluf”, além de ser, totalmente, desconsiderado a partir de “Mário Covas” com situação piorada com o advento da promoção continuada que se tornou automática.

A situação do professor se complicou nas últimas décadas por causa do total desprezo das suas reivindicações.

A banalização dos projetos pedagógicos e o sucateamento das condições objetivas do processo-aprendizagem trouxeram resultados catastróficos à educação paulista.

Até o final dos anos oitenta a escola paulista era referencial. Por que piorou? Só não vê... Quem não quer...

Entra governo. Sai governo. As preocupações estão representadas com a promoção do aluno e com a economia do sistema. Resultados: Vítimas alunos e professores.

Nossa entidade apresenta ao governo as sugestões para melhorar a qualidade do ensino paulista durante várias décadas. Infelizmente, o governo se faz de surdo e continua elaborando os projetos nos gabinetes da Secretaria da Educação, sem qualquer participação dos professores ou das entidades. Resultados: Constantes fracassos que o governo divulga como “Sucessos”. É a política do “engana que eu gosto”. Existe uma total dicotomia entre a Secretaria e a realidade da Escola.

Os relatos que chegam ao nosso conhecimento são aterradores. Professores mostram que a sala de aula virou “uma creche” sem qualquer controle dos interessados. Alunos agridem fisicamente ou com palavras, tanto colegas, como professores e funcionários. Os parâmetros da boa convivência não existem. A “família” não dá os exemplos para que as crianças e adolescentes se comportem nas condições mínimas para o “sucesso” do trabalho pedagógico.

A maioria dos educandos exige a “pedagogia do grito” o que prejudica a saúde do professor. A classe se tornou barulhenta e ninguém consegue se concentrar. Como aprender? Como ensinar? A maioria não sabe copiar, ler, resumir ou interpretar. Isto acontece até no Ensino Médio.

Alguns empresários nos contam que, na procura de empregos, os jovens trabalhadores são reprovados no preenchimento da ficha cadastral.

A família, a igreja e a escola não formam a tríade desejada para a educação escolar.

A Secretaria da Educação não oferece as condições mínimas para o trabalho docente há mais de uma década. Dessa forma uma parcela significativa dos docentes está com sérios problemas de saúde. Só há um culpado: Chama-se “Governo de Plantão”.

Infelizmente, o governo executa o velho provérbio: “Para destruir uma nação basta destruir a Escola”. Como isto é possível? O governo está destruindo a nossa juventude! Qual será nosso futuro? Ampliação do crime organizado? Só não vê...Quem não quer...

Prof Juvenal de Aguiar – Diretor Estadual da APEOESP 




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