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Sete governadores estão na mira do TSE

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:30 Jornal Hoje em Dia/MG


BRASÍLIA - Sete governadores estão na mira do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As acusações vão desde propaganda eleitoral irregular até o abuso de poder econômico, passando pela mais comum: compra de votos. Da lista do TSE faz parte Cássio Cunha Lima (PSDB), da Paraíba, que teve o mandato cassado na segunda-feira pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Cunha Lima tem a situação mais difícil. A ação que cassou seu mandato nesta semana - e a qual o governador pretende recorrer - será o terceiro recurso no TSE.

BRASÍLIA - Sete governadores estão na mira do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As acusações vão desde propaganda eleitoral irregular até o abuso de poder econômico, passando pela mais comum: compra de votos. Da lista do TSE faz parte Cássio Cunha Lima (PSDB), da Paraíba, que teve o mandato cassado na segunda-feira pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Cunha Lima tem a situação mais difícil. A ação que cassou seu mandato nesta semana - e a qual o governador pretende recorrer - será o terceiro recurso no TSE. Já existem outras duas. Uma impetrada pelo Ministério Público Estadual, o acusa de abuso de poder econômico e político nas eleições de 2006 e também de conduta vedada a agente público. O outro recurso é de uma ação feita pela coligação Paraíba do Futuro e o senador José Maranhão (PMDB), adversário de Cunha Lima na eleição. As acusações são as mesmas, somadas a de compra de votos.

Dos sete governadores sendo julgados pelo TSE, cinco são acusados de compra de votos, quatro de abuso de poder econômico e cinco de abuso de poder político. Em suas defesas, segundo assessoria do tribunal, todos afirmam inocência. O governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), é quem tem a maior lista de acusações. Seus adversários, a coligação União do Tocantins e o ex-candidato José Wilson Siqueira Campos (PSDB), o acusa de abusos de poder econômico e político, compra de votos, propaganda eleitoral indevida e uso indevido de meio de comunicação. Marcelo Déda (PT), de Sergipe, tem apenas uma acusação. Um dos partidos adversários, o PAN, o acusa de propaganda eleitoral antecipada.

Jackson Lago (PDT), do Maranhão - recentemente envolvido na operação Navalha, da Polícia Federal, por superfaturamento de obras feitas pela empreiteira Gautama - é acusado por seus ex-adversários de comprar votos durante a eleição de 2006. Em Santa Catarina, os adversários acusam o governador Luiz Henrique (PMDB), reeleito no ano passado, de abusos de poder econômico e político, propaganda institucional indevida e uso indevido de meio de comunicação. Os governadores de Rondônia, Ivo Cassol (PPS), e de Roraima, Ottomar Pinto (PSDB), são acusados de compra de votos e abuso de poder econômico e político.

O TSE também tem para decidir ações contra o mandato de quatro senadores: Rosalba Ciarlini (DEM-RN), Cícero Lucena Filho (PSDB-PB), Expedito Júnior (PPS-RO) e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). Também existem processos contra 25 deputados federais. Desses, nove são do Rio de Janeiro, a maioria. Em segundo lugar, vem São Paulo, com sete: Paulo Pereira (PDT), Guilherme Campos (DEM), Walter Ilhosi (DEM), Devanir Ribeiro (PT), Valdemar da Costa Neto (PR), Abelardo Camarinha (PSB) e Aline Corrêa (PP).

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