Giannazi denuncia perseguição a professoras de EMEI
"Repentinamente, sem nenhuma consulta à comunidade escolar, a Coordenadoria de Educação, ferindo o princípio constitucional da gestão democrática da escola pública, decidiu fechar a unidade e transferir as crianças para outras escolas da região, alegando que não há demanda e que os alunos não são daquele bairro", afirma Giannazi, alertando sobre a intenção da prefeitura de disponibilizar o prédio para abrigar uma CEI que funciona em um prédio alugado na mesma região.
"O deputado Carlos Giannazi e sua assessoria estiveram em contato na noite desta quarta-feira, 8/8, com a comunidade escolar da Casa Verde, particularmente com os usuários da Emei Sete de Setembro, ameaçada de fechamento.
A Coordenadoria de Educação Freguesia/Brasilândia, responsável pela demanda da região, vem fazendo ameaças veladas de punição às professoras e funcionárias da Emei, que criticam a intenção da prefeitura de fechar a escola. Há mais de 30 anos, a escola atendia, em período integral, centenas de crianças de mães que trabalham, mas, a partir deste ano, começou a atender em três turnos.
"Repentinamente, sem nenhuma consulta à comunidade escolar, a Coordenadoria de Educação, ferindo o princípio constitucional da gestão democrática da escola pública, decidiu fechar a unidade e transferir as crianças para outras escolas da região, alegando que não há demanda e que os alunos não são daquele bairro", afirma Giannazi, alertando sobre a intenção da prefeitura de disponibilizar o prédio para abrigar uma CEI que funciona em um prédio alugado na mesma região.
Para a comunidade escolar e para Giannazi, a escola tem de ser mantida em funcionamento, oferecendo atendimento em período integral para os filhos das mães trabalhadoras da região. O parlamentar afirma que, ao lado da Emei, existe um prédio da prefeitura que pode ser muito bem adequado para receber a CEI que funciona no espaço alugado. "Não se resolve um problema criando outro mais grave ainda."
O deputado também diz que, "em razão da mobilização da comunidade escolar, que é contra e não aceita o fechamento da Emei, a coordenadora de educação Maria Antonieta vem criando um clima de medo dentro da escola, ameaçando as professoras com enquadramento no estatuto do funcionalismo, instrumento autoritário e ultrapassado criado na ditadura militar. Todo esse processo de retaliação e autoritarismo chegou a ponto de, na semana passada, a coordenadoria fechar duas salas e distribuir os alunos em outras, contribuindo dessa forma para a superlotação de salas".
Giannazi está levando a denúncia ao Ministério Público, ao prefeito Gilberto Kassab e ao secretário municipal de Educação Alexandre Schneider. "A coordenadora municipal de educação persegue professoras ameaçando-as com punições arbitrárias", disse o deputado.
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