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Feministas apóiam políticas voltadas para a saúde da mulher

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:31 Agência Saúde http://www.saude.gov.br


A marcha, que reuniu milhares de trabalhadoras em Brasília, recebeu esse nome em memória de Margarida Maria Alves, líder sindical assassinada em 1983. O movimento teve a participação de vários movimentos de mulheres, incluindo a Rede de Mulheres Rurais da América Latina e do Caribe (Redelac) e Coordenação das Organizações dos Produtores Familiares do Mercosul (Cooprofam).

Feministas de várias regiões do país, integrantes de movimentos que participaram da Marcha das Margaridas, manifestaram hoje (22) apoio às teses defendidas pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, sobre as políticas voltadas para a saúde da mulher.

A marcha, que reuniu milhares de trabalhadoras em Brasília, recebeu esse nome em memória de Margarida Maria Alves, líder sindical assassinada em 1983. O movimento teve a participação de vários movimentos de mulheres, incluindo a Rede de Mulheres Rurais da América Latina e do Caribe (Redelac) e Coordenação das Organizações dos Produtores Familiares do Mercosul (Cooprofam).

"Reconhecemos as iniciativas que mostram a posição do governo brasileiro, que reafirmam o estado laico, e a responsabilidade de assumir a necessidade de formular e implementar políticas que assegurem os direitos sexuais e reprodutivos como direitos humanos", declarou Nalba Teixeira, representante da Articulação Brasileira de Mulheres.

A representante da Rede Feminina de Saúde e Direitos Reprodutivos, Lia Zanotta, prosseguiu: "Concordamos que o aborto constitui, no Brasil, assim como nos países em que sua prática é ilegal, um grave problema de saúde pública". Destacou ainda que o aborto é a quarta causa de morte materna no país, com a curetagem pós-parto representando o segundo procedimento obstétrico mais realizado na rede pública. "A legislação que criminaliza o aborto não tem sido capaz de evitar sua ocorrência com estimativa anual de 1 milhão de procedimentos anuais. Mas é fonte de iniqüidade social ao penalizar as mulheres mais jovens, negras, e mais pobres que realizam práticas inseguras, atendidas por profissionais não qualificados, sem os padrões sanitárias requeridos. Mesmo na clandestinidade, aquelas de camadas sociais médias e altas conseguem ter acesso a procedimentos seguros, com riscos mínimos à sua saúde", concluiu..

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