Lula elogia CLT e defende reforma
Em reunião com empresários, autoridades e prefeitos gaúchos ontem, na Fiergs, quando anunciou recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para as áreas de saneamento e urbanização de favelas, o presidente Lula lembrou a passagem dos 53 anos da morte do presidente Getúlio Vargas. Ao afirmar que o dia 24 de agosto não pode ser esquecido pelos brasileiros, avaliou que a história de um país não é contada em função das intenções, mas de fatos.
Presidente anunciou em Porto Alegre a liberação de recursos do PAC para saneamento e de verbas do BNDES para o Projeto Linha Rápida
Em reunião com empresários, autoridades e prefeitos gaúchos ontem, na Fiergs, quando anunciou recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para as áreas de saneamento e urbanização de favelas, o presidente Lula lembrou a passagem dos 53 anos da morte do presidente Getúlio Vargas. Ao afirmar que o dia 24 de agosto não pode ser esquecido pelos brasileiros, avaliou que a história de um país não é contada em função das intenções, mas de fatos.
'Se Getúlio Vargas não tivesse feito nada neste país, apenas feito a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), já teria sido o presidente da República que tirou toda uma nação de um estágio de semi-escravidão', declarou, citando que a medida concedeu direitos à população. Lula aproveitou a oportunidade para criticar radicalismos de empresários e sindicalistas e pediu uma discussão sobre o que é possível adaptar 'à nova realidade do mundo do trabalho'. O presidente disse considerar impossível que, após 53 anos, não haja necessidade de mudanças na legislação trabalhista. 'Eu sou um homem aberto a essa discussão, mas aqueles que divergem não têm o direito de passar uma borracha na história do país', complementou.
Além do anúncio de R$ 1,672 bilhões do PAC, Lula aproveitou para dar outra boa notícia para a governadora Yeda Crusius: a de que o BNDES vai liberar, na próxima semana, R$ 55,4 milhões para o Projeto Linha Rápida, cujas obras estão paradas desde setembro do ano passado. O presidente anunciou ainda que o Estado receberá recursos do PAC da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), que levará água tratada e saneamento básico a 90% das comunidades indígenas e 50% das comunidades de quilombolas no país, com investimento de R$ 4 bilhões.
Porto Alegre receberá R$ 401 milhões, para investimento, sendo R$ 324 milhões do governo federal. Do total, R$ 319 milhões para projetos de saneamento e 81,9 milhões para urbanização. Neste caso, está prevista a remoção de famílias das vilas Dique e Nazaré, com a previsão da ampliação da pista do aeroporto.
Fonte: Correio do Povo/RS
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