Comissão cobra repasse de R$ 400 milhões para Iamspe
Micelli esteve em Piracicaba na noite de ontem para participar de audiência pública organizada pelo deputado estadual Roberto Felício (PT), integrante da Frente Parlamentar em Defesa do Iamspe, instalada em junho na Assembléia Legislativa. O evento levou cerca de 80 pessoas, a maioria representantes sindicais da categoria, ao salão nobre da Câmara de Vereadores. A audiência, que teve ainda a participação dos vereadores Euclides Buzetto e Fausto Rocha, ambos do PT, também marcou o lançamento da Comissão Permanente a Favor do Iamspe na cidade.
Funcionalismo
Comissão cobra repasse de R$ 400 milhões para Iamspe
Recursos iriam assegurar o funcionamento da entidade, que presta assistência para servidores
A Comissão Consultiva Mista do Iamspe (Instituto de Assistência Médica do Servidor Público Estadual) cobra do governo do Estado de São Paulo uma contrapartida de cerca de R$ 400 milhões por ano para assegurar o funcionamento da entidade, que disponibiliza assistência médica aos funcionários públicos estaduais.
A participação do Estado, segundo o presidente da comissão, Silvio Micelli, seria suficiente para contornar as dificuldades enfrentadas pelo Iamspe na formalização e na manutenção de convênios com hospitais no interior para o atendimento dos servidores.
Micelli esteve em Piracicaba na noite de ontem para participar de audiência pública organizada pelo deputado estadual Roberto Felício (PT), integrante da Frente Parlamentar em Defesa do Iamspe, instalada em junho na Assembléia Legislativa. O evento levou cerca de 80 pessoas, a maioria representantes sindicais da categoria, ao salão nobre da Câmara de Vereadores. A audiência, que teve ainda a participação dos vereadores Euclides Buzetto e Fausto Rocha, ambos do PT, também marcou o lançamento da Comissão Permanente a Favor do Iamspe na cidade.
Em Piracicaba, os cerca de 12 mil servidores estaduais e seus dependentes estão sem hospital de referência desde dezembro de 2006, quando o HFC (Hospital dos Fornecedores de Cana) rompeu o convênio por não receber reajuste nos valores pagos pelos atendimentos realizados. Os servidores do município precisam buscar atendimento em Limeira. A contrapartida cobrada do Estado equivale à arrecadação anual do Iamspe, que chega a R$ 408 milhões com a retenção de 2% dos salários dos servidores. “É um valor irrisório para o Estado, mas substancial para o instituto”, disse Micelli.
Felício afirmou que a bancada petista na Assembléia e lideranças de outros partidos apresentaram emendas ao Orçamento Estadual de 2008 cujos valores, somados, se aproximam do montante. “Representaria, ao menos no próximo ano, esta contrapartida a que nos referimos, que é essencial para a manutenção da rede de atendimento ao servidor. A contribuição do Estado até poderia ser progressiva, resolvendo parte importante dos problemas”, relatou o deputado.
O superintendente do Iamspe, José Carlos Ramos de Oliveira, convidado a participar da audiência pública, informou na tarde de ontem à organização do encontro que não poderia viajar a Piracicaba em razão de ajustes em sua agenda.
Fonte: Jornal de Piracicaba/SP
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