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Fraude: Prova da OAB foi vendida por R$ 2.500

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:07 Folha Online


Mais uma cópia ilegal do exame de ordem que seria aplicado no domingo passado chegou à OAB-SP (seccional São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil). A cópia foi vendida a estudantes de direito por R$ 2.500, segundo reportagem do `Diário do Grande ABC`, de Santo André. As questões foram apresentadas pelo jornal à OAB-SP, que atestou serem originais. A prova foi cancelada no último sábado, véspera da aplicação, porque um promotor de São Sebastião da Grama (160 km de São Paulo) recebeu cópia do exame.

Mais uma cópia ilegal do exame de ordem que seria aplicado no domingo passado chegou à OAB-SP (seccional São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil). A cópia foi vendida a estudantes de direito por R$ 2.500, segundo reportagem do `Diário do Grande ABC`, de Santo André.

As questões foram apresentadas pelo jornal à OAB-SP, que atestou serem originais. A prova foi cancelada no último sábado, véspera da aplicação, porque um promotor de São Sebastião da Grama (160 km de São Paulo) recebeu cópia do exame.

Alertada, a direção do Ministério Público do Estado de São Paulo informou o fato à OAB-SP. Cerca de 25 mil bacharéis em direito estavam inscritos.

A nova cópia ilegal do exame foi apresentada por um aluno de um cursinho preparatório para o exame --o nome da instituição não foi revelado--, que procurou o jornal.

Fraude

O 134º Exame de Ordem deveria ter ocorrido no domingo (9), mas foi cancelado pela OAB-SP. Segundo o presidente da entidade, Luiz Flávio Borges D`Urso, duas páginas da prova teriam sido entregues ao promotor de São Sebastião da Grama, Ernani de Menezes Helena Júnior.

Na última terça-feira (11), D`Urso afirmou que as questões já estavam com a formatação com as quais são entregues aos bacharéis que fazem o exame, e que portanto só poderiam ter vazado na Vunesp. A PF (Polícia Federal), que investiga o caso, no entanto, não descarta nenhuma possibilidade.

Em nota divulgada na quarta, a Vunesp (Fundação para o Vestibular da Unesp) afirmou que `colocou-se integralmente à disposição` da PF para a investigação do vazamento de questões. Foi a primeira vez que a fundação se manifestou sobre o caso.

`Assim como a Polícia Federal e a OAB-SP, a Vunesp é também uma instituição voltada para o interesse público e, por essa razão, está plenamente empenhada no combate a ações fraudulentas nos processos seletivos e na cabal apuração desse fato gravíssimo, que não pode permanecer impune`, diz um trecho da nota. 
 
Fonte: Folha Online, 14 de dezembro de 2007. Na base de dados do site www.endividado.com.br




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