Senadores pedem reformas em 2008
O cenário do pior ano da trajetória do Senado, em que Renan Calheiros, sob fortes denúncias de corrupção, tornou-se o terceiro presidente na história da Casa a renunciar ao cargo, a 4 de dezembro, poderá ser revertido a partir da aprovação das reformas política e tributária em 2008. Na avaliação dos três senadores gaúchos, a fidelidade partidária e a melhor distribuição da arrecadação de impostos entre União, estados e municípios merecerão prioridade entre os projetos legislativos que deverão pautar o Congresso.
Para reverter cenário de denúncias, Simon, Zambiasi e Paim dizem que mudanças devem ser prioridade
O cenário do pior ano da trajetória do Senado, em que Renan Calheiros, sob fortes denúncias de corrupção, tornou-se o terceiro presidente na história da Casa a renunciar ao cargo, a 4 de dezembro, poderá ser revertido a partir da aprovação das reformas política e tributária em 2008. Na avaliação dos três senadores gaúchos, a fidelidade partidária e a melhor distribuição da arrecadação de impostos entre União, estados e municípios merecerão prioridade entre os projetos legislativos que deverão pautar o Congresso.
O senador Pedro Simon, do PMDB, destacou ontem o fim da CPMF, que previa a arrecadação de R$ 40 bilhões para o governo federal em 2008, como passo fundamental à reforma tributária. 'É preciso unificar os tributos do país, diminuindo o volume atual, que fica concentrado na União', avaliou o senador. Simon também apontou a necessidade de reforma que reduza o número de partidos e garanta mais clareza aos programas ideológicos de cada um deles. 'A sociedade deveria participar mais da política, cobrando ética e responsabilidade dos seus representantes que são eleitos', enfatizou o parlamentar, ao lembrar que a população, em outras situações, exigiu postura séria dos partidos e dos políticos. Citou, como exemplo, o movimento dos jovens caras-pintadas, que foram às ruas pedindo a renúncia do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1992.
Para o senador Sérgio Zambiasi, do PTB, os meios de financiamento das campanhas eleitorais precisam ser melhor definidos. Disse também apoiar que mandatos políticos pertençam aos partidos e não aos eleitos, como estabeleceu, em 2007, resolução do Tribunal Superior Eleitoral.
Favorável ao custeio público das campanhas eleitorais, o senador Paulo Paim, do PT, ressaltou que a medida traria mais seriedade às eleições. 'Com preços e gastos menores, haveria o surgimento de novas lideranças públicas, pois as chances seriam as mesmas para todos', avaliou Paim. O senador sugeriu ainda, como fundamental, o fim das emendas parlamentares ao orçamento da União. Para ele, o debate deveria iniciar nos municípios, contemplando, assim, mais segmentos sociais nas demandas. O senador também espera que o Senado, em 2008, auxilie o Rio Grande do Sul na busca pelo ressarcimento de débitos junto ao governo federal. Entre as dívidas, constam R$ 1,8 bilhão referentes às obras feitas pelo governo do Estado em rodovias federais e o repasse da Lei Kandir, cujo passivo foi de R$ 3,5 bilhões em 2007. A lei isenta empresas exportadoras do pagamento de ICMS.
Fonte: Jornal Correio do Povo/RS
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