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Presidente tem dez dias para dar informações sobre aumento do IOF para Supremo

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:08 Agência Brasil


Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá dez dias para apresentar informações adicionais sobre o decreto presidencial 6.339/08, que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na última quinta-feira (3).

Ana Luiza Zenker*
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá dez dias para apresentar informações adicionais sobre o decreto presidencial 6.339/08, que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na última quinta-feira (3).

A decisão é da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, em despacho de hoje (8) sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) protocolada pelos deputados federais Rodrigo Maia (RJ) e Osório Adriano (DF), presidente e secretário-geral do partido Democratas (DEM), contra o decreto presidencial.

As informações são da assessoria de imprensa do STF. O Palácio do Planalto só vai se pronunciar a respeito quando receber oficialmente a decisão.

No despacho, Ellen Gracie determinou que sejam abertos os períodos de vistas do processo para o advogado-geral da União e para o procurador-geral da República. Cada um terá cinco dias para apresentar seu parecer sobre a ação.

A presidente do Supremo também decidiu adotar o procedimento abreviado na análise da ação no STF. Dessa forma, o Plenário não vai analisar a liminar e passa diretamente para a análise do mérito.

O procedimento está previsto na Lei das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Lei 9.868/99) e foi justificado pela ministra “diante da inegável relevância da matéria” e de seu “especial significado para a ordem social e a segurança jurídica”.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade 4002 foi protocolada ontem (7) no STF pelos parlamentares do Democratas. Eles contestam o decreto que alterou as alíquotas do IOF, com o objetivo de compensar a perda de arrecadação com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Para 2008, a receita estimada da CPMF era de R$ 40 bilhões.

*Colaborou Ana Paula Marra



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