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Anasps mostra como são distribuídos os benefícios da Previdência

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:08 Assessoria de Imprensa da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social – ANASPS


O presidente da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social – ANASPS, Paulo César Regis de Souza, disse hoje que as aposentadorias por tempo de contribuição, concedidas a partir da 1ª. reforma da Previdência Social, em 1994, ainda em 3º lugar, na espécie, com 15,59%, já estão em 1º lugar em valor, com 28,63%.

O presidente da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social – ANASPS, Paulo César Regis de Souza, disse hoje que as aposentadorias por tempo de contribuição, concedidas a partir da 1ª. reforma da Previdência Social, em 1994, ainda em 3º lugar, na espécie, com 15,59%, já estão em 1º lugar em valor, com 28,63%. “Dentro de pouco tempo serão as expressivas em quantidade e valor, uma vez que as aposentadorias por idade, hoje em 1º lugar em quantidade, com 28,39%, são declinantes”, disse. 

     As pensões por morte estão em segundo lugar tanto em quantidade, 24,31% como em valor, 21,84%. 

     Dados do DatANASPS informam que os benefícios do INSS estão distribuídos em 69,55% na área urbana e 30,45% na área rural. Em relação aos pagamentos, 80,35% urbanos e 19,65% rurais. 

     O DatANASPS divulgou um quadro com a distribuição por quantidade e valor dos benefícios previdenciários:

     

Distribuição de Benefícios em Quantidade%Distribuição de Benefícios por Valor%
Aposentadoria por Idade28,39Aposentadoria por tempo de Contribuição23,63
Pensões por Morte24,13Pensões por Morte21,84
Aposentadoria por Tempo de Contribuição15,59Aposentadoria por Idade20,74
Aposentadoria por Invalidez10,91Aposentadoria por Invalidez9,96
Auxilio Doença5,33Auxilio Doença7,07

 

      Paulo César assinalou que o auxílio doença previdenciário, apontado como vilão pelos terceirizados do MPS na expansão das despesas previdenciárias, ocupam um 6º lugar, com 5,33%, em quantidade e um 5º lugar, com 7,07% em valor. “Para pressionar a 3º. reforma, os terceirizados insistiram nas fajutas teses do crescimento do déficit, de uma explosiva relação entre a despesa previdenciária e o PIB e no crescimento incontrolável nas despesas de auxílio doença, salário maternidade e auxílio acidente e aposentadoria por invalidez”, afirmou. 

     Em relação ao auxilio doença previdenciário como na aposentadoria por invalidez, previdenciária e acidentária, o que houve foi um conjunto de transtornos criados pelo próprio MPS, primeiro quando terceirizou a perícia médica, segundo, quando reestatizou a linha pericial não a dotou de suporte técnico e administrativo. “Os desacertos foram muitos, mas, com uma acentuada pressão de demanda, teve meses em que os indeferimentos superaram as solicitações, incluídas as remanescentes, mesmo assim ainda há represamento”, disse o presidente da ANASPS. 

     Para a ANASPS, o represamento de quase 300 mil benefícios (em 30.10), com 55,0% no Sudeste e 36,66% somente em São Paulo, só será resolvido quando forem realizados novos concursos e mais servidores incorporados ao atendimento e concessão nos postos. 

     Para Paulo César Regis de Souza, os dois mil concursados previstos para 2008 não atenuarão as dificuldades operacionais do INSS que solicitou em 2006 e 2007 concurso para 8 mil servidores, mas não foi atendido. “Lamentavelmente não são animadoras as perspectivas para 2008. Em 2006, a expansão na concessão de benefícios foi de 7,16% e em relação a 2005 e em 2007, até outubro, foi superior a 10%. Nestes dois anos perdemos mais de 2 mil servidores, entre os que se aposentaram ou pediram demissão por causa dos baixos salários”. 

     O presidente da ANASPS informou ainda que se forem verdadeiros os dados do fluxo de caixa do INSS, de jan-out, com despesa de apenas R$ 1,3 bilhão em custeio, isto chega a representar apenas 0,95% da arrecadação líquida, o que é ínfimo para uma receita líquida de R$ 136,6 bilhões. Já a despesa com pessoal, de R$ 5,0 bilhões no mesmo período, representou apenas 3,65%. “Os dados de custeio provavelmente estão errados, pois em 2006 a despesa de custeio do INSS foi de R$ 7,2 bilhões. Mas é forçoso reconhecermos o estado de penúria de nossas unidades, com falta de tudo, pessoal, equipamentos, instalações adequadas para os servidores e usuários”. 

14.01.2008

Para maiores informações ligar para Karla Montenegro xx-61-3321-5651

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