Chacina de Unaí, 4 anos de impunidade, alerta Sinait
O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho – SinaINAIT e a Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho de Minas Gerais – AAFIT/MG dirigem-se aos cidadãos brasileiros e às autoridades dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo para manifestar sua indignação com a demora do julgamento dos nove acusados de envolvimento no assassinato de Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage, Nelson José da Silva e Ailton Pereira de Oliveira, que completa quatro anos, sem punição.
O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho – SinaINAIT e a Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho de Minas Gerais – AAFIT/MG dirigem-se aos cidadãos brasileiros e às autoridades dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo para manifestar sua indignação com a demora do julgamento dos nove acusados de envolvimento no assassinato de Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage, Nelson José da Silva e Ailton Pereira de Oliveira, que completa quatro anos, sem punição.
Apesar de toda a trama do crime ter sido desvendada em julho de 2004 e de todos os nove acusados terem sido indiciados – oito deles foram pronunciados pela Justiça para irem a júri popular –, o processo não tem avanços significativos e o julgamento não foi marcado. Essa situação arrastada, para as famílias e para os Auditores Fiscais do Trabalho, que perderam entes queridos, é sinônimo de impunidade.
Indignação
O SINAIT tem manifestado sua indignação em diversos fóruns e momentos, e busca o apoio das instituições da sociedade para exigir do Poder Judiciário que este caso seja concluído com o julgamento e a punição dos responsáveis pelo crime.
Também faz o movimento inverso: apóia outras instituições que, como a Fiscalização do Trabalho, são atacadas por sua postura de defesa da parte mais frágil de um sistema apoiado na lógica economicista, em detrimento da dimensão humana das relações. Muitos são os crimes que ainda estão impunes no Brasil, uma grande parte cometida ou ordenada por empresários, especialmente no agronegócio, quando o latifúndio e a exploração de seres humanos são motivo de questionamento.
Que o julgamento ocorra
Quatro anos depois do crime de Unaí (MG), que chocou o mundo por sua brutalidade e ousadia, a impunidade impede que as famílias das vítimas e os Auditores Fiscais do Trabalho simplesmente prestem homenagens à memória dos parentes e amigos. Sem JUSTIÇA, a dor e a indignação permanecem além da saudade, obrigando as manifestações e protestos, que não gostariam mais de promover.
A exigência é apenas uma, legítima e natural: que o julgamento dos criminosos seja marcado, para que a JUSTIÇA possa ser, finalmente, aplicada. O crime já foi consumado, os mortos não retornarão – embora a memória os faça presentes –, mas os responsáveis pela barbaridade devem pagar por seus atos. É a lei. Pois então, que se cumpra a lei.
Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho – SINAIT
Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho de Minas Gerais – AAFIT/MG
Fonte: Agência Diap
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