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Estatísticas dos juizados nos aeroportos mostram empresas mais reclamadas

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:09 Conselho Nacional de Justiça - Assessoria de Comunicação


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) exortou as companhias aéreas a retomarem a busca pelo entendimento com os passageiros nos casos que chegam aos juizados especiais instalados nos aeroportos de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. De acordo com as estatísticas apresentadas pelos juizados, o número de acordos vem caindo desde a inauguração dos postos, em 8 de outubro.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) exortou as companhias aéreas a retomarem a busca pelo entendimento com os passageiros nos casos que chegam aos juizados especiais instalados nos aeroportos de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. De acordo com as estatísticas apresentadas pelos juizados, o número de acordos vem caindo desde a inauguração dos postos, em 8 de outubro. ”Aparentemente, as companhias aéreas têm preferido responder às ações que resultam de tentativas fracassadas de acordo, em lugar de buscar o entendimento com seus clientes”, disse o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp, designado pela presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, para coordenar o trabalho dos juizados nos aeroportos.

Eles se reuniram, na tarde desta segunda-feira (28/01), com representantes dos juizados, das companhias aéreas, da Anac, da Infraero e da Polícia Federal, em Brasília, para oficializar a prorrogação do prazo de funcionamento dos juizados. A princípio, os postos funcionariam até 31 de janeiro. Mas em função da demanda – e tendo em vista os feriados do carnaval e da Páscoa – o trabalho será estendido até 31 de março.

Além de assinar o termo aditivo do acordo que permite o funcionamento doa juizados nos aeroportos, o encontro também serviu para a divulgação das estatísticas dos postos. Os juizados nos aeroportos realizaram até hoje 9.608 atendimentos, chegando a 1.395 acordos (14,51%). As reclamações mais freqüentes são falta de informação pelas companhias aéreas, atraso e cancelamento de vôos, falta de assistência, extravio, violação ou furto de bagagens, documentação, overbooking e falta de respeito e cordialidade por parte dos funcionários das empresas.

A Gol é a empresa mais reclamada em quatro dos cinco aeroportos onde funcionam os juizados. A empresa lidera o ranking das reclamações nos aeroportos de Brasília, Guarulhos (SP), Tom Jobim e Santos Dumont, no Rio. Em Congonhas (SP), o primeiro lugar é da Tam, e a Gol aparece na segunda posição. 

Em Brasília, são 343 reclamações contra a Gol, 243 contra a Tam e 214 contra a BRA. Em Guarulhos, foram 387 casos contra a Gol, 374 contra a Tam e 314 contra a BRA. No Aeroporto Tom Jobim, a Gol está na frente com 383 reclamações. A Tam vem logo em seguida (347) e, em terceiro, aparece a BRA (203).

No aeroporto de Congonhas, o ranking das empresas mais reclamadas é liderado pela Tam (474), a Gol está em segundo (374) e a Varig em terceiro (133).

Conselho Nacional de Justiça - Assessoria de Comunicação
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