Ações do documento

PT e PSDB prometem travar briga acirrada em SP

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:09 Jornal de Brasília/DF


As eleições de outubro para a Prefeitura de São Paulo serão as mais competitivas das capitais brasileiras e devem trazer de volta o confronto entre PT e PSDB, travado no ano passado nas eleições presidenciais. O quadro de incertezas indica que a acirrada disputa pela prefeitura mais importante do País produzirá efeito nas eleições de 2010, na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

ELEIÇÕES 2008
Confronto anunciado

PT e PSDB prometem travar briga acirrada em SP


Maqueli Quadros

Correspondente em São Paulo

As eleições de outubro para a Prefeitura de São Paulo serão as mais competitivas das capitais brasileiras e devem trazer de volta o confronto entre PT e PSDB, travado no ano passado nas eleições presidenciais. O quadro de incertezas indica que a acirrada disputa pela prefeitura mais importante do País produzirá efeito nas eleições de 2010, na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Desde 2000,o maior colégio eleitoral do País está bipolarizado entre PT e PSDB, que disputam o eleitorado paulistano. Os dois partidos são os mais fortes na correlação de forças da política por disputarem a mesma faixa do eleitorado concentrado na classe média.

O PT já tornou público o convite para que a ministra do Turismo, Marta Suplicy, enquanto os tucanos, divididos, oscilam entre um acordo com vistas à sucessão presidencial – ou apóiam o atual prefeito, Gilberto Kassab, do DEM, ou lançar a candidatura própria defendida pelo ex-governador e candidato derrotado na eleição presidencial, Geraldo Alckmin.

PSDB e DEM têm praticamente a mesma influência na classe que domina a economia da cidade, o que facilitaria um eventual acordo. Mesmo sem representatividade política forte, o DEM se escora na popularidade do prefeito Kassab – que alcançou recentemente os 30% de aprovação ótimo ou bom – e na possibilidade de um acordo com o PSDB. Desde que Alckmin disputou as eleições municipais e depois que Serra venceu a última, os tucanos melhoraram o desempenho eleitoral na capital e atualmente detêm boa fatia do eleitorado.

A probabilidade é o DEM tentar a reeleição de Kassab, mas a força dessa candidatura depende do PSDB e do cenário nacional projetado para 2010. Tudo estaria certo se não fossem as divergências dentro do próprio PSDB. Dirigentes tucanos de peso, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e Serra, dão sinais de que preferem a aliança com o DEM. Alckmin corre numa faixa própria, tem visibilidade por ter disputado a eleição com Lula, e conta com o apoio da ala tucana que antes era fiel ao ex-governador Mário Covas.

Segundo o secretário de comunicação do PT, Antônio Donato Modorno, a escolha pela Marta como candidata se deve a um conjunto de fatores. Além das pesquisas apontarem a ministra como a candidata com maiores chances de eleição, ela é um nome que unifica o partido. Se aceitar a candidatura, Marta tem até junho para se afastar do Ministério do Turismo.

A resposta ao convite ainda pode demorar, e representaria uma estratégia para a campanha. A certeza de Marta como candidata poderia influenciar a decisão dentro do PSDB a cerca de que candidatura lançar. Mesmo assim, tudo indica que ela deve aceitar. Se perder ela continuaria com o cargo de ministra, mas uma vitória dentro de São Paulo pode ser a alavanca para uma candidatura à presidência em 2010.



Menu
 

Copyrigth 2006 - 2008 Servidor Público.net
Este site foi desenvolvido pela Simples Consultoria utilizando o Plone.