Chinaglia duvida da reforma tributária
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou ontem que não pode "acreditar em Papai Noel", ao comentar a disposição do Governo de realizar a reforma tributária. "O Governo prometeu mandar (um projeto de reforma) no ano passado e não mandou. Eu nunca mais comento porque já queimei a mão", disse. "Vamos ver se (a proposta do Governo) chega, qual é a proposta, porque, se fosse fácil, teria acontecido", disse Chinaglia.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou ontem que não pode "acreditar em Papai Noel", ao comentar a disposição do Governo de realizar a reforma tributária. "O Governo prometeu mandar (um projeto de reforma) no ano passado e não mandou. Eu nunca mais comento porque já queimei a mão", disse. "Vamos ver se (a proposta do Governo) chega, qual é a proposta, porque, se fosse fácil, teria acontecido", disse Chinaglia.
"Você pode até tentar fazer uma reforma tributária por inteiro. Se não for possível, eu não vou paralisar a Câmara para ficar lutando contra moinho de vento. Não vou mesmo. Não vou mesmo", enfatizou. Chinaglia compara a empolgação que o tema provoca com a proposta de reforma política que tentou aprovar na Câmara em 2007. Nos dois casos, lembra, todos defendem a aprovação, mas, no momento de decidir, a reforma não é feita.
A proposta de reforma tributária voltou a ganhar força no final do ano passado, quando o Senado rejeitou a proposta que previa a prorrogação da Contribuição Provisária sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011.
Com a rejeição da proposta de prorrogação da CPMF, o imposto do cheque, o Palácio do Planalto passou a acenar com a refotma tributária, que há anos vem sendo discutida, mas jamais avançou no Congresso Nacional
De acordo com parlamentares da base aliada, o Governo aproveitaria a reforma tributária para tentar recriar uma contribuição nos moldes do imposto do cheque, cuja arrecadação reverteria, em princípio, para a área da saúde.
Até agora, entretanto, a prometida proposta de reforma tributária não foi encaminhada ao Congresso Nacional.
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