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Volta às aulas: recomendações para pais, alunos e professores

por Sylvio Micelliúltima modificação 10/02/2008 10:09 Todos pela Educação http://www.todospelaeducacao.org.br


Na maioria dos estados brasileiros, os alunos da rede pública de ensino voltam às aulas a partir do próximo dia 11 de fevereiro. São mais de 40 milhões de crianças e jovens que iniciam um novo ano escolar. Junto com eles, os pais, que dividem a ansiedade pelo sucesso dos filhos; e os professores, que se preparam para receber os estudantes.

Na maioria dos estados brasileiros, os alunos da rede pública de ensino voltam às aulas a partir do próximo dia 11 de fevereiro. São mais de 40 milhões de crianças e jovens que iniciam um novo ano escolar. Junto com eles, os pais, que dividem a ansiedade pelo sucesso dos filhos; e os professores, que se preparam para receber os estudantes.

"Devemos trabalhar para construir uma escola motivadora e acolhedora, que seja capaz de promover o desenvolvimento social, seja do professor, seja do aluno", afirma Mozart Neves Ramos, presidente-executivo do movimento Todos Pela Educação.

Para ele, o País volta às aulas neste ano com o saldo positivo de mais de 97% das crianças com acesso ao Ensino Fundamental. "Mas é preciso reduzir os números relativos à repetência, à evasão e ao abandono", alerta.  Em outras palavras, não basta garantir a matrícula; é preciso assegurar a freqüência e a conclusão das séries, como alunos aprendendo o que é esperado em cada etapa de ensino. "Ainda é muito grande o percentual dos que não chegam ao Ensino Médio, que ficam no meio do caminho", acrescenta Mozart.

Para isso, lembra Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação, é importante aproveitar o momento de volta às aulas para que cada um pense no que pode fazer para garantir um ensino de qualidade para as crianças e jovens de todo o País. "Além de ser um dia de comemorações, o primeiro dia de aula deve ser marcado também pela reflexão e pelo debate", afirma.

Ela explica que qualquer cidadão pode ajudar. "Quem souber de uma criança em idade escolar fora da escola, deve encaminhá-la à escola mais próxima. Se o assunto não for resolvido, deve procurar o Conselho Tutelar, que, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), pode fazer as averiguações necessárias e emitir uma Requisição de Serviços à própria escola", recomenda.

Os cidadãos podem, também, incentivar aqueles que vivem ao seu redor para que freqüentem a escola e se dediquem aos estudos. "Pequenas palavras e gestos podem ser decisivos na vida de uma criança e de um jovem", diz Priscila.

A secretaria de Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro, ressalta a necessidade de os pais entenderem a importância de sua participação na vida escolar dos filhos, e de os professores, por sua vez, procurarem explicar aos pais os problemas de aprendizagem dos alunos. "Sabemos que a Educação brasileira está melhorando a cada ano, apesar dos problemas que todos conhecem. E para que nossa escola pública se torne cada vez melhor, é fundamental o comprometimento e a motivação dos professores, assim como o acompanhamento dos pais", afirma.

O secretário de Educação do Espírito Santo, Haroldo Corrêa Rocha, destaca o fato de as escolas do estado estarem sendo preparadas para receber os alunos da maneira mais calorosa possível. "A família também tem de preparar seus filhos, suas crianças e seus jovens, para retornar ao trabalho educacional, que exige disciplina e dedicação, que tem momentos de muita facilidade e alegria, mas tem momentos difíceis; e aí a presença, o estímulo e a ajuda da família são fundamentais", explica o secretário.

Sergipe e Maranhão são outros dois exemplos que estados que estão valorizando o primeiro dia de aula. No primeiro, o secretário José Fernandes de Lima diz que a expectativa "é que, quando chegarem à escola, os alunos sintam que diretor, professores e funcionários têm prazer em recebê-los". Ele conta que está planejando uma aula inaugural, provavelmente com o próprio governador Marcelo Deda. E, no Maranhão, o secretário Lourenço Vieira da Silva chama atenção para a necessidade de começar o ano com toda a energia possível. "Somente assim alcançaremos nossas metas", afirma.

 

O Todos Pela Educação possui sugestões para pais, alunos, educadores, empresários, gestores públicos e qualquer um que quiser fazer sua parte pela melhoria da Educação no Brasil. Basta acessar o site www.todospelaeducacao.org.br.

 

Veja abaixo algumas dessas recomendações para pais, alunos e professores.

 

A responsabilidade dos pais

Cabe aos pais matricular seus filhos na escola. Mas sua responsabilidade está longe de acabar aí. É importante que eles se organizem para que os alunos possam estar presentes diariamente nas aulas. "A freqüência do aluno à escola é condição básica para ele aprender", lembra Alice Andrés, coordenadora de Pesquisa e Conteúdo do Todos Pela Educação. Para isso, os pais podem, no início do ano letivo, conhecer o calendário escolar. As escolas precisam garantir pelo menos 200 dias letivos, com um mínimo de quatro horas de aula por dia, descontados os recessos e férias escolares.

No início do ano, os pais têm direito de saber o que é esperado que seus filhos aprendam ao longo de cada etapa de ensino. Isso é fundamental, pois não basta mandar as crianças para a escola; deve ser um objetivo também dos pais que elas aprendam de fato o que está sendo ensinado.

"Confira o boletim escolar do seu filho e acompanhe diariamente a realização dos deveres de casa. Se for constatado um desempenho fraco da criança, a primeira coisa a ser feita é procurar o professor ou a professora para saber o que está acontecendo, ouvir suas recomendações e combinar um esforço comum da escola, da família e do próprio aluno", sugere Alice aos pais.

Uma atenção especial deve ser dada à lição de casa. Essa é uma prática importante para consolidar o que foi aprendido durante a aula. Os pais podem acompanhar diariamente a realização dos deveres, olhar os cadernos e, se for o caso, elogiar o capricho. Também devem se mostrar disponíveis e oferecer ajuda sempre que necessário.

 Os pais têm o direito de cobrar da escola um ensino de qualidade, com professores qualificados e comprometidos, e instalações adequadas. Para isso, não devem deixar de comparecer às reuniões com os professores e a direção. "Nessas reuniões, participe. Dê sua opinião e incentive outros pais a fazer o mesmo. É direito de seu filho ter uma Educação de qualidade", diz Priscila Cruz aos pais.

 

O papel dos alunos

Também não basta que o aluno compareça à escola; ele deve fazer sua parte. Principalmente os mais velhos precisam se esforçar para desenvolver seus próprios métodos de estudo, por exemplo.

"Lembre-se que ser bom aluno e gostar de aprender é bacana, pois isso lhe ajudará a ter um projeto de vida e a realizá-lo plenamente", recomenda Priscila aos estudantes. "Além disso, pergunte sempre que tiver dúvida. Busque ir além do conhecimento transmitido em sala de aula. Seja curioso. Freqüente bibliotecas e leia muito. Pesquise. Reflita. Questione. Discuta", acrescenta Alice Andrés, coordenadora de pesquisa e conteúdo do movimento Todos Pela Educação. E se o aluno quer uma boa escola para estudar, deve contribuir para isso, respeitando, valorizando e cooperando com o trabalho de todos, professores e funcionários.

 

O professor é fundamental

Quanto ao professor, elemento fundamental para o processo de aprendizagem, é importante que ele tenha em mente sempre que a melhor forma de avaliar a qualidade do ensino é por meio da aprendizagem dos alunos.

Por isso, é crucial que o professor, juntamente com a direção da escola, valorize e utilize avaliações sobre a qualidade do ensino como um instrumento para melhorar a escola. Além disso, vale lembrar que nem todos os alunos aprendem do mesmo jeito e no mesmo ritmo, embora todos sejam capazes de aprender. "Por isso, o professor nunca deve desistir de nenhum aluno", diz Priscila Cruz.

 

Imprensa: Andréa Martini Pineda

e-mail: andrea@todospelaeducacao.org.br

fone: (11) 3266-5477 r.229

celular: (11) 8426-6726

site:  www.todospelaeducacao.org.br




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