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Manifesto de Policiais Militares da Feneme

por Sylvio Micelliúltima modificação 21/02/2008 23:21 Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar do Estado de São Paulo


Trata-se de uma sóbria manifestação do ilustre Coronel PMSC MARLON JORGE TEZA acerca dos fatos ocorridos no Rio de Janeiro, recentemente, que traduz o descontentamento dos militares estaduais, de Soldado a Coronel, com a política salarial adotada na maioria dos Estados da Federação, incluindo nosso querido Estado de São Paulo.

ASSOCIAÇÃO DOS SUBTENENTES E SARGENTOS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO 

                                   

Companheiros da Polícia Militar Paulista.

  

                          Estamos transcrevendo abaixo o manifesto do Presidente da FEDERAÇÃO NACIONAL DAS ENTIDADES DOS MILITARES ESTADUAIS (FENEME). 

                          Trata-se de uma sóbria manifestação do ilustre Coronel PMSC MARLON JORGE TEZA acerca dos fatos ocorridos no Rio de Janeiro, recentemente, que traduz o descontentamento dos militares estaduais, de Soldado a Coronel, com a política salarial adotada na maioria dos Estados da Federação, incluindo nosso querido Estado de São Paulo.

                          A forma como tem sido tratados os nossos companheiros da co-irmã do Rio de Janeiro, com atitudes grosseiras, ditatoriais e com arrogância pelo Secretário de Segurança Pública daquele Estado, demonstra-nos o seu total despreparo para o exercício da função para a qual foi escolhido.

                          O Governador daquele Estado deveria exonerar, não o Comandante-Geral da PM do Rio de Janeiro e sim o Delegado de Polícia Federal, que, demonstra nas suas atitudes e pronunciamentos que, possui pouco conhecimento até mesmo de legislação, proferindo ameaças vazias contra aqueles dignos Policiais Militares.

                          Deveria sim, ser grato à atitude séria, nobre, moderada, política mas não politiqueira, ordeira e disciplinada como aqueles Coronéis demonstraram a insatisfação com relação ao tratamento que o Governo do Estado tem dado aos trabalhadores da Segurança Pública.

                          Na tabela abaixo, extraída do jornal da nossa co-irmã Associação dos Cabos e Soldados da PMESP, presidida pelo amigo Cabo PM WILSON DE MORAIS, podemos concluir a  penúria salarial que vivem os nossos irmãos de farda daquele Estado.

                          Ou queria aquele Secretário que os homens da Polícia Militar fizessem o mesmo que os companheiros de Alagoas ou do Rio Grande do Norte, onde paralisaram as atividades numa greve sombria e desordeira, maculando a gestão daqueles Governadores.

                          No Rio Grande do Norte, onde estivemos pessoalmente, expulsaram Policiais grevistas, mas, a tropa continua boicotando os trabalhos de segurança nas cidades do interior e na Capital NATAL onde o  assunto não é outro senão a revolta da Polícia contra a Governadora WILMA FARIA, que não é má administradora, na visão dos populares, entretanto, prometeu uma política de segurança pública capaz de erradicar a perversa violência naquele Estado e oferecer melhores condições de  trabalho aos Policiais Civis e Militares e Bombeiros Militares e não cumpriu, causando uma ensandecida revolta.

                          Tanto em Alagoas quanto no Rio Grande do Norte a arrogância e a ignorância do Executivo imperou e, por não haver caminho do diálogo e vontade política em solucionar a questão, causou o desastre que está marcado na história daqueles Estados.

                           Quem se esqueceu da morte do Policial Militar em Belo Horizonte e do agressivo manifesto que trouxe à tona a liderança do Deputado Federal Cabo PMMG JÚLIO.

                           Assim, no Rio de Janeiro aqueles Coronéis e os demais companheiros merecem aplausos pela atitude corajosa e digna de homens que cansaram de ver homens de bem, com excelente formação profissional, assediados pelo crime organizado, deixarem de ser SOLDADOS DO POVO para TORNAREM-SE SOLDADOS DO TRÁFICO, DO JOGO DO BICHO, DO CONTRABANDO, DOS CAÇA-NIQUEIS, DA MÁFIA DAS SEGURADORAS.

                            A discussão sobre que os baixos salários favorecem a corrupção é para depois.

                            Contudo, o Secretário de Segurança do Rio de Janeiro é Delegado de Polícia Federal e sabemos ( nós Policiais e toda a sociedade brasileira ) que a Polícia Rodoviária Federal, subordinada à Polícia Federal, bem como esta, diminuíram sensivelmente a corrupção latente em seus quadros, APÓS O GOVERNO FEDERAL adotar medida salarial extremamente satisfatória aos seus trabalhadores.

                            A Polícia Militar do Distrito Federal, a Polícia mais bem paga da Federação, que recebe subsídio do Governo Federal para os seus vencimentos, possui em seus quadros corrupção ZERO. E agora obtiveram 17,2% de reajuste salarial.

                            Por quê o Governo Federal não subsidia, juntamente com os municípios, os  vencimentos dos Policiais Civis e Militares, através do Fundo Nacional de Segurança Pública, adotando uma política salarial equivalente para todo o País ?

                            FALTA VONTADE POLÍTICA. DO GOVERNO DE ESQUERDA DO PT E DE CENTRO-ESQUERDA DO PSDB.

                            Duas siglas partidárias que devemos rejeitar nas próximas eleições e orientar para isto parentes e amigos. Em breve lançaremos o MANUAL DO ELEITOR MILITAR ESTADUAL e você verá como é fácil nos unirmos em torno de um objetivo e o conquistarmos.

                            Se o LULA é hoje Presidente da República foi através da luta de sua categoria, então por quê nós não podemos mudar os políticos neste País ?

                            Na tabela abaixo você verá os Estados que pagam muito mal as suas Polícias e fará uma comparação ao índice de corrupção, violência policial, péssimas condições de saúde psicológica, grupos de extermínio, credibilidade junto à população, envolvimento com o crime organizado, dentre outros males que são fatores que possuem SIM em  relação com os baixos vencimentos.

                            Estados como Mato Grosso do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte, Pará, Paraíba, Sergipe, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Alagoas, Rio de Janeiro, Acre e Bahia  possuem histórias de relação dos vencimentos com os problemas da tropa, embora, os outros Estados não estejam isentos disto. Estes possuem muito baixo salários.

Os outros Estados, incluso aqui São Paulo, possuem baixos salários.

                            Exceção apenas ao Distrito Federal.

                            No Ceará, recentemente o ex-Comandante-Geral juntamente com outros Coronéis são suspeitos de pertencerem a grupo de extermínio. Estivemos lá pessoalmente e vivenciamos por mais de 15 dias os graves problemas daquela co-irmã.

                            Alagoas e Rio Grande do Norte envolveram-se em greves.

                            Pernambuco cuja capital é Recife e Bahia cuja capital é Salvador são os Estados que possuem os índices mais altos de violência policial e corrupção. Além do que nestas capitais a criminalidade é quem dita as regras.

                            Recentemente, a imprensa focalizou o problema vivido com os traficantes em Salvador onde famílias tiveram que abandonar as suas casas por ordem do tráfico.

                            E em Recife, o alvo maior são os turistas e os comerciantes, havendo a omissão e a participação de policiais nos crimes, principalmente de roubo, lá praticados.

                            No Rio de Janeiro nem é preciso comentar muito. Temos um sobrinho residente em Nova Iguaçú e estivemos com ele no final do ano e pudemos ver pessoalmente que, é necessário ser muito otimista e trabalhar muito para pôr a “casa em ordem” no Rio de Janeiro. Ali a população não sabe a quem temer mais. Se ao marginal ou ao policial.

                             Na maioria das localidades do Rio de Janeiro o Estado não se faz presente e as comunidades dependem em tudo do crime organizado, principalmente dos traficantes e bicheiros. Daí nutrirem simpatia por eles e colaborarem contra a polícia.

                             E não estamos muito longe de vivermos esta realidade aqui em São Paulo.

                             Sei que nossos Comandantes tem adotado medidas que visam prevenir que a criminalidade não cresça e se desenvolva em São Paulo a exemplo de outros Estados, especialmente o Rio de Janeiro. E tem punido exemplar e rigorosamente os Policiais que se envolvem com a criminalidade.

                             Contudo, o Poder Executivo deve dar instrumentos aos nossos Comandantes para que possam através deles evitar que São Paulo ingresse neste “rol” da desgraça imperiosa da criminalidade.

                             Dentre estes instrumentos estão justamente MELHORES SALÁRIOS E CONDIÇÃO DIGNA DE TRABALHO E CARREIRA AO POLICIAL. Medidas mais do que necessárias para uma Polícia que trabalhe com a sua auto-estima elevada.

                             Voltando ao assunto dos Comandantes do Rio de Janeiro, aqueles Coronéis possuem dignidade e amam a sua profissão, acima de tudo.

                             Conversando em PARATI-RJ com um grupo deles, pertencentes aos “ Barbonos “ nos retrataram as humilhações que assistem no dia-a-dia seus Soldados e Sargentos viverem. E até Oficiais, sendo despejados de suas moradias por falta de pagamento de um simples aluguel, alguns viverem dias no escuro em sua residência em razão do corte de energia.

                             Temos que deixar claro a todos que a manifestação ordeira, pacífica, coerente demonstra muito mais força e assim fizeram aqueles Coronéis, sem discursos demagógicos e ameaças de botequim.

                              Em nenhum momento ofenderam ao Governador ou ao Secretário.

                              Por isto não se justifica a atitude anti-democrática daqueles governantes.

                              Agiram e muito bem, por amor a esta profissão que Deus nos legou.

                              Com carinho e justiça pela sua tropa, seus subordinados, que assistem o sofrimento diário.

                              Melhor o manifesto de Coronéis do que a revolta das Praças.

                              O manifesto da FENEME retrata a nossa sincera e honesta opinião.

                              E que tudo isto sirva de exemplo, não somente aqui no Estado de São Paulo, mas nos demais Estados da Federação, visto que, os políticos que aí estão servem-se da Segurança Pública para angariar votos, fazendo apologia dos resultados que NÓS POLICIAIS (CIVIS E MILITARES) conquistamos com o nosso digno e dedicado trabalho e nos dão como recompensa a indiferença, o preconceito e falta de atenção às nossas necessidades  básicas de cidadão.

                              Neste ano de 2008, temos as eleições municipais. E a legislação impede que o Executivo conceda reajuste salarial aos servidores públicos de 6 meses antes das eleições.

                              Significa que o prazo esgota-se em Abril de 2008.

                              Desta forma, a ASS/PM dá início a uma campanha salarial e convida a todos os companheiros que participem desta campanha para podermos recuperar o poder aquisitivo dos nossos vencimentos.

                              E as Entidades de Classes que possuem compromisso com a sua categoria, por favor, participem conosco desta campanha salarial. Serão muito bem vindos.

                              E no dia 11 de março iremos realizar uma manifestação visando buscar na sociedade paulista o seu apoio às nossas justas reivindicações.

                              Leia abaixo a íntegra do manifesto da FENEME e a seguir a tabela de vencimentos de todos os Estados e os cálculos das perdas salariais dos Policiais Militares do Estado de São Paulo durante o Governo do PSDB, desde 1995.

                              E não te esqueças que a nossa maior arma contra a indiferença é o nosso voto, dos nossos amigos e familiares.

 

MANIFESTO DA FENEME SOBRE EPISÓDIO DA TROCA DE COMANDO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

  

            O dia 29 de janeiro de 2008 ficará, com certeza, marcado na história brasileira pela hipocrisia oficial.

        O Secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, utilizando-se da “grande mídia” declarou: “ O Comandante-Geral da Polícia Militar está exonerado e também serão exonerados todos os policiais militares que participaram (dias antes) de manifestação por melhores salários “.

         Será que realmente pensa o referido secretário (ou quem lhe determinou que o fizesse) que com tal decisão tudo se resolverá ?

         Sabemos e defendemos fortemente o respeito a hierarquia e a disciplina militar, no entanto, uma crise como esta não se resolve assim.

        Parece desconhecer, o secretário, ou quem lhe determinou assim proceder, os princípios constitucionais reinantes no Brasil no que concerne aos Militares dos Estados, pois, quem nomeia e exonera o Comandante-Geral é o Governador do Estado e não o secretário, e mais, é exonerado da função, porém, continua Oficial da Polícia Militar com o Posto de Coronel PM, o qual não pode ser retirado, em nenhuma hipótese, sumariamente. 

            Equivoca-se profundamente o secretário quando fala em exonerar os demais policiais militares que participaram da dita passeata, pois, todos possuem o direito da “ampla defesa“ e do “contraditório” , direito estendido a qualquer “bandido” os quais diuturnamente os policiais militares se arriscam perseguindo. Até parece que os Policiais Militares são “cidadãos pela metade”, não é assim, deve haver o devido processo legal.

             Um fato relevante a ser levado em conta no episódio (e pouco considerado) é que a Polícia Militar do Rio de Janeiro figura no rol daquelas instituições militares estaduais com os piores salários pagos a toda a tropa.

     Aproveitamos para fazer um desafio ao digno secretário, que é Delegado de Polícia Federal, com um muito bom e merecido salário, para que venha a desempenhar a função de Comandante-Geral ou qualquer outra de Oficial da Instituição, com  as responsabilidades que são inerentes e os riscos do cotidiano, um terço ou até um sexto de seu salário, e, ainda assim, estar motivado sem questionar ou reivindicar.

   Não é possível ter uma tropa em condições de atuar quando um soldado (que é a grande maioria) percebe mensalmente parcos pouco mais de mil reais (brutos) numa cidade como a do Rio de Janeiro.

            Nesta situação só lhe resta reivindicar melhoria salarial, procurar emprego paralelo prejudicando a atividade policial militar ou, o que é pior, inaceitável e injustificável, se corromper.

     Quisera que os Policiais Militares, ai não só do Estado do Rio de Janeiro mas de todo o Brasil, tivessem os salários percebidos pelos policiais federais (que os merecem), aí sim teríamos uma Polícia Militar muito melhor com os seus integrantes imensamente motivados, o que não ocorre atualmente, pois o desespero acaba batendo à porta desses profissionais que não vêem outra saída senão ordeiramente manifestarem-se publicamente.

      A tropa responde conforme a importância que lhe é dada. E nos parece que isto está faltando, especialmente no Estado do Rio de Janeiro.

     Nos parece haver por parte de algumas autoridades uma certa hipocrisia e amadorismo em lidar com esta delicada questão. O que os militares do Estado do Rio de Janeiro desejam unicamente é tratamento adequado, a começar por um salário digno.

     Como preservar a ordem pública, missão constitucional das Polícias Militares, arriscando a vida se nas suas vidas não há ordem e nem dignidade por falta de condições mínimas de prover as suas necessidades ?

    Esperamos que as autoridades constituídas do Estado do Rio de Janeiro resolvam a situação, não se limitando a troca sumária de Comandantes, mas sim, dando dignidade aos seus militares e que estes não percam de vista os princípios da hierarquia e disciplina militares, mesmo nas manifestações públicas.

     Somente com dignidade os militares desempenharão bem o seu mister, garantindo, em conseqüência, a ordem pública no seio de toda a sociedade.

    É fácil as autoridades proferirem palavras de ordem e bradarem discursos eloqüentes, o difícil, nos parece, é o encaminhamento de soluções, porém, todos não nos esqueçamos que novas eleições estão “batendo à ” e nós, militares, também votamos.

    Rogamos, ao final, que haja uma solução negociada para a crise estabelecida, evitando-se, inclusive, um indesejável “efeito dominó” em outras unidades da federação.

  

                                           MARLON JORGE TEZA

                                       Coronel PMSC Presidente da FENEME 

                                 

                                             Abaixo estão alguns dados relativos à política salarial praticada pelo PSDB nos últimos 13 anos, desde a posse do ex-Governador MÁRIO COVAS.

                               Quando iniciou seu governo em janeiro de 1995, Mário Covas herdou do ex-Governador Luiz Antonio Fleury Filho o pagamento de reajuste salarial de 114% dividido em 4 parcelas, concedido em novembro de 1994.

                               Baseado nisto o ex-Governador Mário Covas negou-se a dar reajuste salarial até o ano de 1997, quando concedeu reajuste na gratificação do A.L.E. através da Lei Complementar 830 de 15 de setembro de 1997, ficando um reajuste diferenciado para as categorias, na seguinte conformidade:

 - Cabos e Soldados – 23%

- Subtenentes e Sargentos – 11%, e

- Oficiais – 8%.

                               Esta Lei Complementar alterou a Lei Complementar  689 de 13 de outubro de 1992, concedida pelo Governador Fleury.

                               Esta gratificação tem um escalonamento, de acordo com o índice populacional do município onde o Policial Militar serve.

Nível I – até  50.000 habitantes;

Nível II – de 50.000 até 200.000 habitantes;

Nível III – de 200.000 até 500.000 habitantes, e,

Nível IV – acima de 500.000 habitantes.

                               Este benefício foi atendido somente os Policiais da ativa, ficando de fora os inativos e as pensionistas.

                               Em 2000 foi criado a G.A.P. ( Gratificação de Atividade de Polícia), através da Lei Complementar 873 de 27 de junho de 2000, no valor de R$ 100,00.

                              Após o falecimento de Mário Covas, o seu Vice-Governador Geraldo Alckmin concedeu reajuste salarial em 2001, após longa negociação.

                              Na ocasião, prometeu as seguintes medidas, assumidas em documento assinado na Secretaria de Segurança Publica;

                              a)      Plano de carreira aos Oficiais e Praças (não cumprida);

                              b)      Investimento de 11 milhões de reais no Hospital da Polícia Militar (parcialmente cumprida);

                        c)      Criação de vagas nas diferentes categorias da Polícia Militar (cumprida) ;

                        d)      Reajuste no vale-alimentação (cumprida) ;

                        e)      Aquisição de coletes à prova de balas (cumprida) ;

                        f)        Pagamento de gratificação de comando aos Sargentos que comandam Destacamento e substituem Tenentes no Comando de Pelotões em municípios do interior; (não cumprida) ;

                        g)      Investimento de 2 milhões de reais na Cruz Azul de São Paulo; (cumprida).

                              E concedeu reajuste salarial de 10% a todos os Policiais Militares da ativa, inativos e pensionistas.

                             Em 2002 concedeu reajuste salarial de 7%. Era ano eleitoral e Geraldo Alckmin queria ser eleito pela primeira vez Governador do Estado, visto que, anteriormente havia assumido o Governo em razão do falecimento de Mário Covas.

                             No ano seguinte não concedeu reajuste salarial para mais ninguém.

Entretanto, neste ano de 2003, ocorreu a reforma previdenciária que retirou 5% dos vencimentos de todos os policiais militares.

                             Nisto o reajuste de 2002  resultou em 2% liquido.

                             Em 2004 foi concedido de 8% a 14% de forma escalonada a todos os Policiais, inclusive inativos e pensionistas.

                             Em 2005 o Governador Geraldo Alckmin concedeu reajuste de 10% a todos os Policiais Militares da ativa, inativos e pensionistas.

                             Em 2006 foi criado o A.O.L. (Adicional Operacional de Localidade), somente aos Policiais Militares da ativa, através da  Lei Complementar  994 de 18 de maio de 2006.

                             Esta gratificação tem um escalonamento, de acordo com o índice populacional do município onde o Policial Militar serve.

                             No entendimento do Governo do Estado, nos municípios menores em população, o índice criminal relativo (crimes e população) é menor e com isto o risco de morte do policial também é menor.

                             Nível I – até  50.000 habitantes – R$ 100,00;

                             Nível II – de 50.000 até 200.000 habitantes – R$200,00;

                             Nível III – de 200.000 até 500.000 habitantes – R$ 350,00, e,

                             Nível IV – acima de 500.000 habitantes – R$ 580,00..

                             Isto significou um reajuste de 6% a 11% aos Policiais Militares DA ATIVA.

                             Inativos e pensionistas ficaram de fora.

                            E finalmente, em 2007, o Governador José Serra manteve a política das gratificações, unificando as gratificações A.L.E. e A.O.L. ficando apenas a gratificação A.L.E. (Adicional de Local de Exercício) com o mesmo critério de índice populacional, através da Lei Complementar 1020. de 23 de outubro de 2007.

                             Isto significou ao pessoal da ativa um reajuste que varia de 3,84% a 23,43%.

                            E atendendo à nossa reivindicação entregue em setembro de 2006, ao Dr. Saulo de Castro Abreu Filho, então Secretário de Segurança Pública, o Governador José Serra INCORPOROU os R$ 100,00 da G.A.P. nos vencimentos  de todos os Policiais Militares da ativa, inativos e pensionistas, à contar de 01 de janeiro de 2008.

                             Fazendo um resumo, tivemos:

                             1995 – 114% pagos por Mário Covas, concedidos por Fleury Filho;

                             1997 -  Reajustou o A.L.E. de forma escalonada de 8% a 23 %;

                             2000 – Criada a G.A.P. de R$ 100,00;

                             2001 – 10%.

                             2002 -  7%.

                             2003 – Tirou 5% através da reforma da previdência.

                             2004 – Reajuste de 8 a 14% a todos.

                             2005 – 10%.

                             2006 – Criou o A.O.L. resultando em reajuste de 6 a 11% ao efetivo da ATIVA.

                             2007 – Unificou gratificações resultando no A.L.E., resultando em reajuste de 3,84 a 23,43 % ao efetivo da ATIVA.

                             2008 – Incorporou a G.A.P. R$ 100,00 (Cem reais) para todos da ativa, inativos e pensionistas.

                              Desta forma, os inativos e as pensionistas não tiveram reajuste nos anos de: 1995, 1996, 1997, 1998,1999, 2000, 2003, 2006 e 2007.

                             De 13 anos de Governo em apenas 4 foram concedidos reajuste salarial aos inativos e às pensionistas da Polícia Militar.

                             O efetivo da ativa não foi mais feliz, apenas recebeu DIFERENÇA EM GRATIFICAÇÕES CONCEDIDAS NOS SEGUINTES ANOS: 1997, 2000, 2006 e 2007.

                            Todavia, reajuste salarial mesmo somente nos mesmos anos citados acima para os inativos.

                            Numa oscilação de inflação média medida pelo INPC nos últimos 13 anos, a perda salarial dos Policiais Militares do Estado de São Paulo no período de 1995 a 2007 ficou em torno de 112%.

                            Em contrapartida, o Governo do Estado de São Paulo na somatória dos reajustes salariais concedidos repôs apenas 30% aos Oficiais e 45% às Praças, do índice inflacionário acumulado nos últimos 13 anos, ficando os Subtenentes e Sargentos com reposição média de 38%.

                            Assim, a perda salarial acumulada nos últimos 13 anos foi :

                            Oficiais -  82 %;

                            SubTenentes e Sargentos -  74%, e,

                            Cabos e Soldados -  67 %.

                            O efetivo da ativa teve o benefício das gratificações, que resultaram numa perda salarial menor temporariamente, visto que, ao passar à inatividade perde o direito ao recebimento das gratificações.

                             Assim, quem permanece na ativa, teve a seguinte perda:

                             Oficiais – 56%

                             SubTenentes e Sargentos – 48%

                             Cabos e Soldados – 41%.

                             O Policial Militar da ativa que passa para a inatividade tem uma perda salarial de mais 25% nos seus vencimentos, ao deixar de receber as gratificações.

                             As praças tem uma pequena compensação com a Promoção ao Posto Imediato concedida pela Lei  418/85.

  

      TABELA DE VENCIMENTOS DOS ESTADOS DA FEDERAÇÃO

 

01 – DISTRITO FEDERAL

        Salário inicial de Soldado R$ 3.608,00.

        Recebe mais R$ 500,00 de gratificação de atividade extra.

         Efetivo : 14 mil PM

         População: 2.333.108 hab.

         01 PM para cada 166 habitantes.

         * O Policial Militar que faz 14 horas mensais de atividade-extra recebe R$ 500,00 a mais em seus vencimentos.

02 – AMAPÁ

         Salário inicial de Soldado R$ 1.770,00.

         Efetivo: 2.420 PM

         População: 615.715 hab.

         01 PM para cada 254 habitantes.

03 – SANTA CATARINA

        Salário inicial de Soldado R$ 1.600,00.

       Efetivo: 12 mil PM.

        População: 5.866.568 hab.

        01 PM para cada 488 habitantes.

04 – TOCANTINS

         Salário inicial de Soldado R$ 1.570,00.

          Efetivo: 4.934 PM

         População: 1.305.728 hab.

          01 PM para cada 264 habitantes.

05 – GOIÁS

        Salário inicial de Soldado R$ 1.569,00.

        Efetivo: 13 mil PM.

        População: 5.619.917 hab.

        01 PM para cada 432 habitantes.

06 – AMAZONAS

        Salário inicial de Soldado R$ 1.546,00.

        Efetivo: 7.200 mil PM.

        População: 3.732.173 hab.

        01 PM para cada 518 habitantes.

07 – PARANÁ

        Salário inicial de Soldado R$ 1.480,00.

        Efetivo: 17.384 mil PM.

        População: 10.155.274 hab.

        01 PM para cada 584 habitantes.

08 – SÃO PAULO

        Salário inicial de Soldado  R$ 1.432,32.

        Efetivo: 93 mil PM.

        População: 41.055.734 hab.

        01 PM para cada 441 habitantes.

09 – MARANHÃO

        Salário inicial de Soldado R$ 1.421,00.

        Efetivo: 6.543 mil PM.

        População: 6.184.538 hab.

        01 PM para cada 945 habitantes.

10 – MATO GROSSO

        Salário inicial de Soldado de R$ 1.397,00.

        Efetivo: 4.800  mil PM.

        População: 854.456 hab.

        01 PM para cada 178 habitantes.

11 – MINAS GERAIS

        Salário inicial de Soldado de R$ 1.332,00.

        Efetivo: 41.195 mil PM.

        População: 19.261.816 hab.

       01 PM para cada 467 habitantes.

12 – RONDÔNIA

        Salário inicial de Soldado de R$ 1.251,00.

        Efetivo: 5.349 mil PM.

        População: 1.562.417 hab.

        01 PM para cada 292 habitantes.

13 – ESPÍRITO SANTO

        Salário inicial de Soldado de R$ 1.237,00.

        Efetivo: 6.843 mil PM.

        População: 3.464.285 hab.

        01 PM para cada 506 habitantes.

14 – RORAIMA

       Salário inicial de Soldado de R$ 1.201,00.

       Efetivo: 1.425 mil PM.

       População: 391.317 hab.

       01 PM para cada 274 habitantes.

15 – MATO GROSSO DO SUL

        Salário inicial de Soldado de R$ 1.170,00.

        Efetivo: 5.168 mil PM.

        População: 2.265.021 hab.

        01 PM para cada 438 habitantes.

16 – CEARÁ

        Salário  inicial de Soldado de R$ 1.150,00.

        Efetivo: 13 mil PM.

        População: 8.183.880 hab.

        01 PM para cada 629 habitantes.

17 – RIO GRANDE DO NORTE

        Salário inicial de Soldado de R$ 1.111,00.

        Efetivo: 10 mil PM.

        População: 3.003.087 hab.

        01 PM para cada 300 habitantes. 

18 – PARÁ

        Salário inicial de Soldado de R$ 1.100,00.

        Efetivo: 11.500 mil PM.

        População: 7.110.465 hab.

        01 PM para cada 618 habitantes.

19 – PARAÍBA

        Salário inicial de Soldado de R$ 1.080.00.

        Efetivo: 10 mil PM.

        População: 3.650.303 hab.

        01 PM para cada 365 habitantes.

20 – SERGIPE

        Salário inicial de Soldado de R$ 1.029,00.

        Efetivo: 6 mil PM.

        População: 1.967.791 hab.

        01 PM para cada 327 habitantes.

21 – PIAUÍ

        Salário inicial de Soldado de R$ 1.000,00.

        Efetivo: 4.600 mil PM.

        População: 3.036.290 hab.

        01 PM para cada 660 habitantes.

22 – PERNAMBUCO

        Salário inicial de Soldado de R$ 997,00.

        Efetivo: 17 mil PM.

        População: 8.502.603 hab.

        01 PM para cada 500 habitantes.

23 – RIO GRANDE DO SUL

        Salário inicial de Soldado de R$ 965,00.

        Efetivo: 24 mil PM.

        População: 10.978.587 hab.

       01 PM para cada 457 habitantes.

24 – ALAGOAS

        Salário inicial de Soldado de R$ 989,00.

        Efetivo: 7.600 mil PM.

       População: 3.015.912 hab.

        01 PM para cada 396 habitantes.

25 – RIO DE JANEIRO

        Salário inicial de Soldado de R$ 874,00.

        Efetivo: 40 mil PM.

        População: 15.383.407 hab.

        01 PM para cada 384 habitantes.

26 – ACRE

        Salário inicial de Soldado de R$ 512,91.

        Efetivo: 3 mil PM.

        População: 686.652 hab.

        01 PM para cada 228 habitantes.

27 – BAHIA

        Salário inicial de Soldado de R$ 380,00.

        Efetivo: 32 mil PM.

        População: 13.950.146 hab.

        01 PM para cada 435 habitantes. 

                             Aqui estão desconsideradas as gratificações e auxílios pagos.

                             Os vencimentos da PM de São Paulo já contabiliza aqui a incorporação de R$ 100,00 da G.A.P..

                             Senão estaríamos atrás de Maranhão, Mato Grosso e Minas Gerais. Como 12º. na escala de vencimentos. 

                             Não podemos concluir sem antes anunciar o que tratamos acima, a respeito de uma manifestação em 11 de março de 2008.

                             Demos início à campanha salarial 2008.

                             E o maior desfecho dessa campanha salarial será uma manifestação pacífica e ordeira em São Paulo.

                             No dia 08 de março de 2008 comemoramos o Dia Internacional da Mulher.

                             As mulheres do século XVIII eram submetidas a um sistema desumano de trabalho com jornadas diárias de 12 horas, espancamentos e ameaças sexuais.

                            A partir da Revolução Industrial de 1789, as mulheres começaram a desenvolver manifestos buscando lutar por mais dignidade e sociedades mais justas, MENOS VIOLENTA e mais igualitárias.

                             Exigiam melhores condições de trabalho, acesso à cultura, igualdade entre os sexos e maior atenção aos seus direitos.

                             Em 1857, 129 tecelãs da Fábrica de tecidos COTTON, de Nova Iorque, decidiram paralisar os seus trabalhos uma vez que reivindicavam jornada de trabalho de 10 horas e não foram atendidas.

                             Era a primeira greve norte-americana conduzida somente por mulheres.

                             Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, foi proposto que o dia 8 de março fosse declarado dia Internacional das mulheres em homenagem às valentes operárias de Nova Iorque.

                             Temos que reconhecer que as mulheres são fortes e valentes.

                             E a data de 11 de março foi escolhida por ser próxima ao Dia Internacional das Mulheres e permitir o fácil acesso à Capital das caravanas que virão de todo o interior, das nossas Sedes Regionais.

                             Serão 25 ônibus vindos do interior resultando em aproximadamente 1.000 pessoas.

                             Iremos reunir as mães, esposas, filhas, irmãs, namoradas, amigas, vizinhas e outras mulheres parentes dos Policiais Militares para um grande evento que terá por objetivo:

                             - Manifestar sua luta por PAZ e desagravo contra a VIOLÊNCIA;

                             - REIVINDICAR MELHORES SALÁRIOS E MAIS DIGNIDADE AO POLICIAL;

                             - Demonstrar à sociedade que temos que nos unir por melhorias sociais.

                             - REIVINDICAR MELHORES SALÁRIOS AOS PROFESSORES.

                             A concentração será no Campo de Marte às 11:00 horas, onde haverá discursos de mulheres que exercem cargos políticos, parentes de policiais e lideranças femininas de sindicatos;

                             Após, os carros, motos e ônibus sairão em carreata até ao Morumbi, onde em uma Praça Pública próxima ao Palácio dos Bandeirantes será conduzido um showmício com a presença de parlamentares e artistas.

                             Nesta manifestação participarão membros e entidades de classes da Secretaria da Segurança Pública e Educação, pois, sem Educação não há Segurança e sem Segurança não há Educação.

                              Este é o momento de nos unirmos.

                              Haverá a presença confirmada de lideranças da Força Sindical, inclusive o Deputado Federal PAULINHO.

                              O objetivo maior desta manifestação é que o Governador encaminhe urgentemente à Assembléia Legislativa Projeto de reajuste salarial, concedendo no mínimo 15% para todos os Policiais Civis e Militares e Técnico-Cientifica, além dos Professores e membros da Secretaria da Educação.

                              Inclusive inativos e pensionistas. PRINCIPALMENTE.

                              Teremos a presença confirmada de diversas ONGs que trabalham em atividades sociais voltadas contra a violência.

                              AGORA É A SUA VEZ.

                              Você não pode vir ?

                              Então sua esposa pode. Ou mãe, ou irmã, ou namorada ou amiga.

                              Quem sabe todas elas.

                              Você conhece alguma pensionista. Peça para ela vir.

                              É o momento de demonstrarmos o nosso poder de mobilização.

                              E as Entidades de Classes sozinhas não fazem nada.

                              Vamos demonstrar força como aquelas mulheres que mudaram as regras do trabalho escravo a que eram submetidas.

                              Trabalhar com eficiência, competência, dedicação, sacrifício, inclusive da própria vida e ganhar baixos salários é um tipo de ESCRAVIDÃO.

                              É o momento de nos unirmos.

                              E as nossas mulheres é quem vão bradar por nós.

                              APOIE. COLABORE. PARTICIPE.

                              MAIORES INFORMAÇÕES SOLICITE ATRAVÉS DO E-MAIL : associacao@asspm.org.br.

                              SE DEIXARMOS DE PASSAR ESTA OPORTUNIDADE POLÍTICA EM ANO ELEITORAL, FICAREMOS SEM REAJUSTE ESTE ANO TAMBÉM.

                              CONTAMOS COM O SEU APOIO E A SUA PARTICIPAÇÃO.

 

                                                                                São Paulo, 08 de fevereiro de 2008.

 

ATENCIOSAMENTE.

HÉLIO CESAR DA SILVA

PRESIDENTE

 

Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar do Estado de São Paulo

Administração: Presidente - Subten PM Hélio César da Silva

Av Cruzeiro do Sul, nº 248 – Pari – São Paulo/SP - CEP: 03033-020

Fone: (11) 3327-1416 // 9305-1027 // 9492-8567 - Aldisio (Diretor de Assuntos Institucionais)

FAX: (11) 3228-9456 // 3315-0436

E-mail: asspm-sp@uol.com.br; assessore@asspm.org.br;

Obs: A meta principal da Entidade é você e a nossa razão social a família policial militar. Venha e junte-se a nós. Politicamente a representatividade do quadro social é importante e unidos jamais seremos vencidos.



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