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Raúl Castro é o novo presidente de Cuba

por Sylvio Micelliúltima modificação 25/02/2008 06:56 Correio do Brasil


O general Raúl Castro, irmão de Fidel Castro, foi confirmado neste domingo como novo presidente de Cuba. A sessão histórica no Parlamento cubano aconteceu cinco dias após a renúncia de Castro e a expectativa é de que seu irmão, Raul, seja nomeado para o cargo, já ocupado interinamente por ele desde julho de 2006, quando o líder cubano foi submetido a uma cirurgia intestinal.

Por Redação, com BBC - de Havana

O general Raúl Castro, irmão de Fidel Castro, foi confirmado neste domingo como novo presidente de Cuba. A sessão histórica no Parlamento cubano aconteceu cinco dias após a renúncia de Castro e a expectativa é de que seu irmão, Raul, seja nomeado para o cargo, já ocupado interinamente por ele desde julho de 2006, quando o líder cubano foi submetido a uma cirurgia intestinal.

Aos 76 anos, Raúl era interino na Presidência desde 31 de julho de 2006, quando seu irmão se afastou do poder por causa de uma cirurgia intestinal, consequência de uma doença não-revelada. Fidel desde então só aparece em vídeos e fotos.

Ele é também o ministro da Defesa mais duradouro do mundo. Ele comanda as Forças Armadas cubanas desde a revolução liderada por seu irmão, vitoriosa no primeiro dia de 1959.

Reformas

A assembléia, composta por 614 integrantes eleitos em janeiro, também vai escolher um vice-presidente e todo o poderoso Conselho de Estado executivo de 32 membros.

Raul Castro indicou que vai implementar grandes reformas econômicas e estruturais. O irmão de Fidel se esforçou para realizar uma transição política suave, mantendo o Exército leal ao regime e fortalecendo o poder do Partido Comunista com a introdução de reformas e demitindo autoridades corruptas.

Ele também conta com a vantagem do apoio econômico constante do presidente venezuelano, Hugo Chavez, por meio de milhões de barris de petróleo barato, acrescenta Voss.

Reflexões do Companheiro Fidel

Fidel Castro, que governou Cuba desde a liderança de uma revolução em 1959, anunciou sua aposentadoria em uma carta publicada na última terça-feira no site do jornal do Partido Comunista Cubano Granma.

Ele disse que não renunciou após ter sido submetido a uma cirurgia intestinal de emergência em 2006 porque tinha o dever de preparar o povo cubano para sua ausência.

Porém, a aposentadoria, acrescentou, não iria impedi-lo de continuar "lutando como um soldado de idéias" e ele prometeu continuar escrevendo ensaios, intitulados de Reflexões do Companheiro Fidel.

Apesar de Fidel não ter sido visto em público por 19 meses, o governo ocasionalmente divulga fotos e vídeos pré-editados de encontros dele com líderes de várias partes do mundo que vão visitá-lo.

O líder cubano vai ser lembrado como um dos ícones mais especiais e duradouros da segunda metade do século 20, segundo o analista da BBC Paul Keller.

Sob sua liderança, Cuba estabeleceu o estado marxista-leninista do hemisfério Ocidental, praticamente dentro do campo de visão da costa americana.

Ao abraçar o comunismo e o apoio da União Soviética, Fidel Castro transformou Cuba economica e socialmente, mas teve de lutar quando o sistema entrou em colapso.

Ele deixa o país com um atendimento de saúde gratuito e um sistema educacional admirável, que produziu médicos para o mundo desenvolvido, porém com uma economia com problemas.



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