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Aumento de R$ 32 do mínimo não garante reforço na comida

por Sylvio Micelliúltima modificação 29/02/2008 13:43 Diário de São Paulo


O aumento do salário-mínimo que entra em vigor a partir de 1 de março não é suficiente sequer para rechear o menor dos carrinhos de supermercado. O acréscimo será de apenas R$ 32, quantia que dá para comprar cerca de 15 itens básicos de alimentação e higiene pessoal.

por Laurimar Coelho

O aumento do salário-mínimo que entra em vigor a partir de 1 de março não é suficiente sequer para rechear o menor dos carrinhos de supermercado. O acréscimo será de apenas R$ 32, quantia que dá para comprar cerca de 15 itens básicos de alimentação e higiene pessoal.

O DIÁRIO foi às compras e o resultado decepciona, porque mal dá para uma família de quatro pessoas, por exemplo, passar um ou dois dias sem zerar pelo menos quatro itens da reduzida lista.

Entre os produtos de alimentação básica figuram arroz (um quilo), feijão (um quilo), açúcar (um quilo), sal (um quilo), farinha (um quilo), óleo de cozinha (900 ml), leite (um litro), macarrão (500g), biscoito salgado (200g), achocolatado em pó (400g), sardinha (125g) e salsicha (2,5kg).

Os produtos de higiene pessoal que fazem parte da lista são um tubo de pasta de dente (100g), um pacote com oito rolos de papel higiênico com 30 metros cada e um sabonete.

Preços menores
Todos os produtos foram pesquisados ontem em um hipermercado na capital e tinham os preços mais baixos oferecidos entre os concorrentes da mesma categoria. Além disso, nos casos da salsicha e do papel higiênico priorizou-se a promoção que oferecia o menor custo com a maior quantidade de produto.

Ficaram fora da lista produtos de limpeza, verduras, legumes, frutas, ovos, carne e peixe frescos, sem falar nos cobiçados iogurtes.

Portanto, mesmo com o aumento, o trabalhador que ganha um salário-mínimo ainda vai precisar conter muito os seus gastos para não esvaziar de vez a despensa de casa antes do final do mês.

Dos 15 itens colocados na lista, o que mais pesa no bolso do consumidor é o feijão. Um pacote de um quilo não sai por menos R$ 5,97. O quilo da carne bovina mais barata, como o acém, está cotada em R$ 6.

Leite está caro
Isso justifica a escolha da salsicha como alternativa no consumo de proteína animal. O pacote de 2,5 kg saiu por R$ 6,30 (R$ 3,15 o quilo). O leite também está entre os produtos que mais pesam no bolso do trabalhador.

Um litro do desnatado mais barato custa R$ 1,29, quantidade que mal dá para quatro pessoas em um dia.

Fonte: Diário de São Paulo, 28 de fevereiro de 2008. Na base de dados do site Endividado.com


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