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Projetos dos aposentados poderão ser apreciados na próxima quarta

por Sylvio Micelliúltima modificação 03/04/2008 19:20 Agência Diap


Acordo firmado na tarde desta quarta-feira (2), pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB/RN), com parlamentares ligados aos aposentados e pensionistas, representantes do setor e líderes da oposição poderá viabilizar a votação nos próximos dias de projetos de interesse daqueles que dependem dos benefícios previdenciários, cuja apreciação é reivindicada há anos no Congresso Nacional.

BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS
Projetos dos aposentados poderão ser apreciados na próxima quarta

Acordo firmado na tarde desta quarta-feira (2), pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB/RN), com parlamentares ligados aos aposentados e pensionistas, representantes do setor e líderes da oposição poderá viabilizar a votação nos próximos dias de projetos de interesse daqueles que dependem dos benefícios previdenciários, cuja apreciação é reivindicada há anos no Congresso Nacional.

 

De acorodo com o senador Paulo Paim (PT/RS), um dos articuladores do entendimento, assim que a pauta for destravada (há uma medida provisória e um projeto de lei de conversão impedindo as demais deliberações), nenhuma outra medida provisória será lida até que seja votado o PLC 42/07, que, em virtude de emenda apresentada pelo próprio Paim, estende aos aposentados a mesma política salarial aplicada ao salário mínimo.

 

No mesmo sentido, serão votados dois requerimentos apresentados também pelo senador Paulo Paim. O primeiro deles solicita que o PLS 58/07, que garante a recomposição das perdas salariais da categoria, seja dispensado do parecer da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde seu prazo está vencido, e seja remetido direto à Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde deverá ser apreciado em decisão terminativa.

 

O terceiro dos itens da pauta, pelo acordo, é o requerimento de urgência para votação do PLS 296/03, que acaba com o fator previdenciário, um redutor de 40% sobre as aposentadorias.

 

Os líderes do Democratas, José Agripino (RN), e do PSDB, Arthur Virgílio (AM), participaram do encontro em que o acordo foi firmado.

 

Oposição

Apesar de reafirmarem sua disposição em manterem a obstrução da pauta em protesto pela edição abusiva das medidas provisórias, eles se comprometeram a se empenhar pela votação dos projetos de interesse dos aposentados.

 

“Não vou definir no tempo quando a pauta destrava. Destravando, ela poderia ser travada logo em seguida por alguma medida provisória que quiséssemos que fosse lida. Mas nós não vamos exigir essa leitura” disse o líder Agripino.

 

Para o líder dos tucanos, os projetos que garantem isonomia aos vencimentos dos aposentados serão aprovados por unanimidade. “Continuaremos a obstrução, mas colocaremos em prioridade os projetos de interesse dos senhores”, completou Arthur Virgílio.

 

O líder do Governo, Romero Jucá (PMDB/RR), também foi contatado por Garibaldi durante a reunião, mas não chegou a tempo. Paim disse acreditar que a reivindicação sensibilizará a base governista.

 

“Estou conversando muito com o ministro [Luiz] Marinho [da Previdência e Assistência Social] e já tive uma conversa com o presidente Lula com o objetivo de acharmos um caminho para atender aos milhões de aposentados deste país, que estão com uma defasagem de quase 70% nos seus vencimentos, esclarece Paim.

 

Aposentados

A visita de representantes da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) ao presidente Garibaldi Alves Filho nesta quarta marcou o início da "vigília" que a entidade pretende realizar no Congresso Nacional até que sejam votados o PLC 42/07, o PLS 58/07 e o PLS 296/03.

 

De acordo com o presidente da federação dos aposentados mineira, Robson de Souza Bitencourt, a cada semana representantes de um estado, dentre os 19 membros da Cobap, visitarão gabinetes de deputados e senadores para pleitear a aprovação das matérias. Pelos cálculos da confederação, os projetos beneficiariam cerca de 9 milhões de aposentados e pensionistas.

 

Economia

Bitencourt afirmou que a Previdência Social no Brasil é superavitária. Além disso, frisou que os benefícios dos aposentados são a principal fonte de renda de muitos municípios brasileiros.

 

“O que a Previdência paga hoje aos aposentados e pensionistas movimenta a economia brasileira. A renda dos aposentados chega a ser superior à do Fundo de Participação dos Municípios, em alguns casos” comenta Bitencourt. (Com Agência Senado)




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