APOSENTADORIAS: Governo afina discurso e se movimenta para barrar projetos na Câmara
O Governo está jogando cada vez mais pesado para tentar derrubar na Câmara dois projetos de lei que terão forte impacto nas contas da Previdência Social. O primeiro (PL 3.299/08), já aprovado pelo Senado, prevê a extinção do fator previdenciário e altera a fórmula de cálculo das aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Aprovados no Senado em 9 de abril, dois projetos tiraram a tranqüilidade do Governo e ameaçam estiolar a base aliada, pois se os projetos têm impactos fiscais insuportáveis, segundo o Planejamento e a Previdência, também têm grande apelo social
O Governo está jogando cada vez mais pesado para tentar derrubar na Câmara dois projetos de lei que terão forte impacto nas contas da Previdência Social. O primeiro (PL 3.299/08), já aprovado pelo Senado, prevê a extinção do fator previdenciário e altera a fórmula de cálculo das aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O outro (PL 1/07) vincula o reajuste de todos os benefícios ao salário mínimo. A estratégia é mostrar a inviabilidade fiscal das duas propostas, que, juntas, poderão dobrar os gastos da Previdência ao longo dos próximos 40 anos.
O PL 1/07, do Executivo, cria uma política de permanente valorização e atualização do salário mínimo até 2023. No Senado, foi aprovado uma emenda do senador Paulo Paim (PT/SP), que também é autor do projeto que extingue o fator, que estende aos aposentados e pensionistas os mesmos percentuais de reajustes do mínimo.
Cálculos
Na última quarta-feira (30), o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, apresentou diversas projeções ao Conselho Nacional de Previdência Social. Os cálculos, que também foram encaminhados às lideranças partidárias no Congresso, mostram que, apenas com o envelhecimento da população, os gastos do INSS devem saltar dos atuais 7,11% do Produto Interno Bruto (PIB) para 11,23% em 2050.
Caso as três mudanças previstas nos dois projetos de lei sejam concretizadas, o comprometimento do PIB com as despesas previdenciárias saltaria para 23,29%.
Na avaliação de Schwarzer, esse forte aumento tornaria insustentável o sistema previdenciário. Segundo ele, o Brasil passaria a gastar quase 25% do PIB apenas com o pagamento de aposentadorias dos trabalhadores da iniciativa privada.
“Estamos falando em utilizar quase um quarto da produção do país para financiar apenas um subsistema de proteção social. Nos países europeus, a soma de todas as políticas sociais não passam de 30% do PIB”, argumentou.
Tramitação
Na Câmara, o PL 1, emendado no Senado, será reexaminado pela comissão especial, cujo relator é o deputado Roberto Santiago (PV/SP). A tarefa dessa comissão será aprovar ou
não a emenda da Casa revisora. Em seguida, o texto vai a votos no plenário. Por fim, segue para sanção presidencial.
O PL 3.299 será examinado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça, nesta ordem. No primeiro colegiado técnico, o projeto aguarda designação de relator. (Com Correio Braziliense)
O Fator Previdenciário é IMORAL
“Estamos falando em utilizar quase um quarto da produção do país para financiar apenas um subsistema de proteção social. Nos países europeus, a soma de todas as políticas sociais não passam de 30% do PIB”, argumentou
NÃO É APENAS UM SUBSISTEMA DE PROTEÇÃO SOCIAL.É O ÚNICO PROVENTO DE MILHÕES DE TRABALHADORES QUE ANOS A FIO CONTRIBUIU COM SEU ESFÔRÇO, EM CONDIÇÕES AS VÊZES SUB-HUMANAS E AGORA TÊEM SEUS DIREITOS TOLHIDOS.MEÇA AS PALAVRAS ANTES DE FALAR SR. SECRETÁRIO.COMO DISSE CERTA VÊZ O ENTÃO MINISTRO VALDIR PIRES, A PREVIDÊNCIA NÃO É, E NUNCA FOI DEFICITÁRIA.ELA SEMPRE FOI MUITO MAL ADMINISTRADA E SEUS RECURSOS SEMPRE FORAM DESVIADOS PARA OUTROS FINS.AONDE O LULA FOI TIRAR ESSE PROTÓTIPO DE NAZISTA???LEMBRAMOS LULA SEMPRE ESTIVEMOS DO SEU LADO,PORÉM, AQUÍ COMO EM MUITOS SETORES DA CLASSE TRABALHADORA ESSA OPINIÃO PODE MUDAR.O TRABALHADOR TEM QUE TER VÊZ NESSE PAÍS, NÃO É POSSÍVEL, É AGORA OU NUNCA!
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