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Nossa Caixa já abre seus dados para o Banco do Brasil

por Sylvio Micelliúltima modificação 28/05/2008 19:07 Folha Online


O BB já contratou uma consultoria para avaliar a Nossa Caixa e assinará hoje um termo de confidencialidade no qual se compromete a não fazer uso das informações sigilosas a que tiver acesso. A expectativa é que o acordo entre governos federal e paulista seja fechado em três meses.

Em nova demonstração de que descarta a hipótese de realizar leilão para a venda da Nossa Caixa, o governo de São Paulo abre a partir desta terça-feira os dados sigilosos da instituição para o Banco do Brasil, revela reportagem de Catia Seabra publicada na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

O BB já contratou uma consultoria para avaliar a Nossa Caixa e assinará hoje um termo de confidencialidade no qual se compromete a não fazer uso das informações sigilosas a que tiver acesso. A expectativa é que o acordo entre governos federal e paulista seja fechado em três meses.

Para viabilizar a operação, uma das condições apresentadas pelo secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, é de que o BB deverá incorporar 15 mil funcionários da Nossa Caixa ao quadro de servidores, segundo a Folha apurou. Além disso, o BB teria concordado em negociar com os acionistas minoritários da Nossa Caixa, seja por meio de oferta de compra ou troca de ações.

Apesar da pressão dos bancos privados, o governo de São Paulo está decidido a descartar o leilão para venda da Nossa Caixa. O governo acredita que no caso de um leilão, a operação levaria o dobro do tempo de um acerto com o BB.

Leilão

Apesar de não ter descartado explicitamente a possibilidade de um leilão, o governador José Serra argumenta que o BB, na condição de maior interessado na compra, deverá apresentar a melhor oferta.

O governador ainda explicou que no caso de a Nossa Caixa ser vendida para bancos privados, os depósitos judiciais não iriam para o banco que a comprasse, mas sim para um banco público do país.

Na opinião de especialistas ouvidos pela Folha, a venda da Nossa Caixa precisa, sim, ser feita por meio de leilão, porque envolve patrimônio público.

`De acordo com o princípio da eficiência, cabe ao governo obter o melhor preço possível na venda dos seus bens, o que seria conseguido, nesse caso, por meio de leilão`, destaca o jurista Ives Gandra Martins. `Assim se deu na venda do Banespa. O Santander ofereceu R$ 7,050 bilhões, quando o preço mínimo era de R$ 1,85 bilhão.`

Além disso, o Banco do Brasil não é poder público para ser dispensado de concorrer com outras instituições na hora de fazer uma oferta por uma empresa. `O BB é uma sociedade mista [de capital público e privado]`, diz Gandra.
 
Fonte: Folha Online, 27 de maio de 2008. Na base de dados do site www.endividado.com.br



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