Seções
Você está aqui: Página Inicial Notícias 2008 Julho 07 A Teoria do Caos na economia
Ações do documento

A Teoria do Caos na economia

por micelliúltima modificação 07/07/2008 08:34 Boletim Luís Nassif Online


O dólar segue ladeira abaixo. Derrubou a barreira do R$ 1,60 e deve caminhar célere para R$ 1,55. Isso em um momento em que a economia mundial sofre amplamente de um fenômeno analisado pela física e denominado de Teoria do Caos.

O dólar segue ladeira abaixo. Derrubou a barreira do R$ 1,60 e deve caminhar célere para R$ 1,55. Isso em um momento em que a economia mundial sofre amplamente de um fenômeno analisado pela física e denominado de Teoria do Caos.

A melhor explicação para esses princípios é o do barco que, em alto mar, começa a balançar. A cada volta balanço, o barco vira um pouco mais, com o movimento ganhando uma dinâmica própria.

É o que está ocorrendo neste momento com a economia mundial. É muito ampla a soma de problemas disseminados por todas as economias. Tão ampla que dificilmente se sairá dela sem uma crise – obrigado os atores do jogo, governos de grandes potências e respectivos Bancos Centrais a agirem.

***

Em outras colunas tentei explicar um pouco essa lógica cruzada da economia mundial. Vamos às explicações, em cima dos últimos dados:

1.     Os Estados Unidos enfrentam um problema duplo: a recessão (e a crise financeira)  e a inflação. Decidiu-se privilegiar o combate à recessão, com o FED (o BC de lá) reduzindo as taxas de juros.

2.     Quando reduz os juros, há uma desvalorização adicional do dólar que provoca dois efeitos: desaquecimento em todas as economias fora da zona de influência do dólar (especialmente Europa e Ásia); e especulação com commodities (especialmente petróleo).

3.     A especulação coloca mais combustível na inflação mundial. A maneira correta de combatê-la seria o aumento das taxas de juros dos Bancos Centrais da Europa e Ásia. Mas, aumentando as taxas, haveria uma valorização adicional de suas moedas, frente o dólar, ampliando ainda mais a recessão interna.

4.     O caminho seria, então, os EUA começarem a puxar os juros novamente, para valorizar o dólar e permitir um pouso mais suave da economia mundial. Ocorre que os dados de desaquecimento ainda são fortes e a crise financeira ainda não terminou. Na semana passada, foi mais uma rodada de notícias pessimistas sobre grandes bancos americanos.

5.     Com a economia mundial em declínio, os preços das commodities aumentando, a China começa a entrar em uma sinuca. De um lado, com o aumento dos preços das commodities seus custos internos aumentam expressivamente. O custo de manter sua moeda desvalorizada está se tornando excessivamente alto. E a China não tem um sistema financeiro que permita atuar de forma eficiente sobre a inflação.

***

Praticamente todas as grandes econômicas européias estão entrando em recessão; as grandes economias emergentes (Índia e China) com uma inflação progressivamente elevada.

A posição imutável do Banco Central, de permitir a apreciação do real, em proporção muito maior do que a do dólar, vai criar, mais à frente, o seguinte problema:

1.     Até agora, a grande arma do BC brasileiro para segurar a inflação foi exclusivamente a apreciação do real. É processo que já dura cinco anos.

2.     Está-se chegando ao final desse processo. As contas externas estão em franca deterioração.

3.     Pior: provavelmente em um momento em que o agravamento da crise internacional dificultará bastante o financiamento do déficit externo brasileiro.

2010 será um ano emocionante!

Confiança consumidor EUA

A percepção da crise por parte dos consumidores norte-americanos ainda parece longe de reverter. A confiança do consumidor dos Estados Unidos atingiu em junho o menor resultado nos últimos 28 anos, segundo dados da Universidade de Michigan. O índice caiu de 59,8 em maio para 56,4 em junho. Pesaram na decisão do consumidor o movimento de alta dos preços e a alta do desemprego nos Estados Unidos.

Moeda Única

Brasil e Argentina caminham para a unificação monetária. Ao menos é o que garante uma reportagem do jornal argentino Página 12, que destaca um anúncio do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o início de um sistema que substituirá o dólar por peso e real nas negociações entre os dois países, a partir de setembro. De acordo com a publicação, os testes com o novo sistema devem começar já nesta semana.

Mais real

O Banco Central pretende aumentar o uso do real como moeda nas transações comerciais e financeiras. Para isso, deverá implementar uma série de mudanças nas regras de câmbio, permitindo até aos exportadores fazer suas vendas em reais e receber o dinheiro no Brasil, sem a intermediação de um contrato de câmbio. As propostas, entretanto, ainda precisam passar pela aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN).

SOS Barclays

O banco britânico Barclays pode atravessar novas baixas contábeis nos próximos meses. Segundo analistas do Citigroup, a instituição pode precisar de mais 9 bilhões de libras para minimizar as perdas por conta da crise no mercado de crédito imobiliário dos Estados Unidos. Na semana passada, o Barclays captou 4,5 bilhões de libras no mercado.

CSN

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) investirá US$ 6 bilhões na construção de uma siderúrgica no porto de Suape, em Recife (PE). A siderúrgica terá capacidade para 3,5 milhões de toneladas de aço por ano. O início das obras está previsto para o primeiro semestre de 2009. O governo pernambucano espera que a iniciativa gere 800 empregos diretos e outros 2.400 indiretos no Estado.

Reino Unido desacelera

O crescimento registrado pela economia do Reino Unido não correspondeu às expectativas de analistas, no primeiro trimestre deste ano. Segundo a Secretaria Nacional de Estatísticas, o PIB cresceu apenas 0,3% no período, estatística revisada para baixo, frente o 0,4% da divulgação anterior. O resultado é o menor nos últimos três anos.

Blog: www.luisnassif.com.br
E-mail: luisnassif@ig.com.br



Menu
 

Copyrigth 2006 - 2008 Servidor Público.net
Este site foi desenvolvido pela Simples Consultoria utilizando o Plone.