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Servidores cobram do governo 2% da folha para Iamspe

por Sylvio Micelliúltima modificação 07/07/2008 11:44 Jornal Cidade de Bauru/SP


Os servidores estaduais, que colaboram com 2% de seus salários para com o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), estão cobrando do governo do Estado contribuição paritária para o fundo que mantém o atendimento médico. Em audiência pública da Comissão Consultiva Mista do Iamspe, realizada ontem em Bauru e da qual participaram cerca de 100 funcionários públicos estaduais da cidade e região, eles ressaltaram que o governo precisa contribuir com 2% da folha de pagamento para que o atendimento médico seja ampliado.

Ieda Rodrigues/Da Redação
 
Os servidores estaduais, que colaboram com 2% de seus salários para com o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), estão cobrando do governo do Estado contribuição paritária para o fundo que mantém o atendimento médico. Em audiência pública da Comissão Consultiva Mista do Iamspe, realizada ontem em Bauru e da qual participaram cerca de 100 funcionários públicos estaduais da cidade e região, eles ressaltaram que o governo precisa contribuir com 2% da folha de pagamento para que o atendimento médico seja ampliado.

O governador José Serra (PSDB) se comprometeu a liberar R$ 100 milhões, neste semestre, para o Iamspe investir no Interior, mas não há previsão de contribuição na ordem de 2% da folha de pagamento dos servidores. A presidente regional da Comissão Consultiva Mista do Iamspe, Idenilde Almeida Conceição, afirma que não têm havido reclamações na cidade quanto a internações, mas que faltam médicos em algumas especialidades.

Em Bauru, o atendimento aos usuários do Iamspe é feito pela Associação Hospitalar de Bauru (AHB), no Centro de Assistência Médica Ambulatorial (Ceama) e em médicos conveniados ao órgão. “Na AHB, faltam fonoaudiólogo, psiquiatra, neurologista e otorrinolaringologista. E no Ceama, recentemente, tivemos o desligamento de um clínico geral e um cardiologista sem reposição”, explica.

Quando não encontra médico da especialidade que atenda pelo Iamspe em Bauru, o usuário é obrigado a deslocar-se para São Paulo, onde é atendido no Hospital do Servidor. “Se o governo contribuísse com 2%, poderíamos ter mais especialidades e um número maior de médicos cadastrados. E o atendimento seria melhor”, comenta. Em Bauru e região, são cerca de 80 mil servidores estaduais beneficiários do Iamspe.

Sylvio Micelli, presidente estadual da Comissão Consultiva Mista do Iamspe, que está percorrendo o Estado para realizar audiências com os servidores, disse que a reivindicação de que o governo contribua com 2% é de todas as regiões. “A situação é igual em todo o Estado: necessitamos de mais recursos para fazer novos convênios, ampliar e descentralizar o atendimento médico ao usuário. O governador (José Serra) se comprometeu em repassar R$ 100 milhões ao Iamspe, mas ainda é pouco. Calculamos que se o governo repassar 2% da folha, seriam R$ 400 milhões por ano”, frisa.

Outra reivindicação dos servidores é que a Comissão Consultiva Mista do Iamspe passe a ser deliberativa. Ou seja, tenha poder de decisão na administração dos recursos do instituto. Ao final das audiências no Estado, a Comissão Consultiva Mista do Iamspe vai enviar relatório com as reivindicações não só à direção do instituto e ao governador José Serra, como também a deputados na tentativa de conseguir apoio na empreitada.


Atendimento

As contratações dos dois médicos nas especialidades clínico geral e cardiologista que prestavam serviços no Ceama de Bauru foram consideradas irregulares pelo Ministério Público. A Justiça determinou que ambos fossem desligados até o dia 26 de junho, o que foi feito. O afastamento dos médicos não prejudica o atendimento aos usuários da cidade que contam com os serviços da Clínica Cardiológica Terra (Bauru) e da Associação Hospitalar de Bauru nas duas especialidades.

Na região que atende Bauru, há atendimento pelo Iamspe na Associação do Hospital de Agudos; na Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância (Hospital e Maternidade São José); Santa Casa de Cafelândia; na Santa Casa de Dois Córregos; Santa Casa de Getulina; Santa Casa de Lins; Santa Casa de Pederneiras; Santa Casa de Pirajuí; Ambulatório América de Promissão; Hospital São Judas Tadeu (Jaú) e Associação Beneficente Hospital Nossa Senhora da Piedade (Lençóis Paulista).

Por determinação da Secretaria de Gestão Pública, o Iamspe já iniciou um processo para expandir a rede e melhorar o atendimento no Interior, o que inclui o credenciamento de novos prestadores de serviço (médicos, clínicas, entre outros).

Fonte: Jornal Cidade de Bauru/SP



médico em Lins

Enviado por Marilene Noronha de Campos em 26/01/2009 09:49
em Lins só tem um médico clinico geral e ele esta doente, como fazer? porque está assim o Iamspe?

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