Presidente do Senado diz que Judiciário está legislando
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), criticou nesta segunda-feira (25/8) a omissão do Congresso Nacional e afirmou que o Judiciário está legislando. "O Congresso não está legislando como devia, mas o Executivo não pára de legislar e o Poder Judiciário aqui e acolá entra no vácuo deixado pelo Legislativo. Em política, não pode haver vácuo", disse Garibaldi. As informações são da Agência Senado.
Vácuo político
Presidente do Senado diz que Judiciário está legislando
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), criticou nesta segunda-feira (25/8) a omissão do Congresso Nacional e afirmou que o Judiciário está legislando. "O Congresso não está legislando como devia, mas o Executivo não pára de legislar e o Poder Judiciário aqui e acolá entra no vácuo deixado pelo Legislativo. Em política, não pode haver vácuo", disse Garibaldi. As informações são da Agência Senado.
Garibaldi defendeu um Legislativo mais ativo e um pacto com o Judiciário. Ele entende que o diálogo com o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, é muito bom.
As declarações foram feitas durante análise de Garibaldi sobre o nepotismo. Na semana passada, o STF editou a Súmula Vinculante 13, que proíbe a contratação de parentes por parte de autoridades dos três Poderes. A decisão provocou críticas por parte de parlamentares, que afirmaram que o Judiciário estava extrapolando suas funções.
O presidente do Senado afirmou que espera destravar a pauta da casa a partir desta semana. "Vai ser possível destravar as seis MPs a partir de amanhã. Além das MPs, temos as eleições. Temos que aproveitar, os líderes prometeram quórum alto para amanhã."
Para o senador, há um excesso de MPs sendo editadas atualmente e de forma desnecessária. Garibaldi chegou a comparar as MPs aos decretos-lei criados durante a ditadura militar. “Os decretos-lei eram até mais modestos, pois diziam que só podiam ser aplicados em quatro casos, enquanto as MPs são usadas em qualquer situação, e não apenas naquelas urgentes. Esta é uma situação inaceitável, estamos agredindo nossa Constituição.”
Revista Consultor Jurídico
Salas com mais de 40 alunos poderão ter microfones