Brasil não faz uso racional de medicamentos, diz secretária executiva de comitê
A 9ª Reunião Ordinária do Comitê Nacional para a Promoção do Uso Racional de Medicamentos foi encerrada hoje (21), em Brasília, com uma...
Brasília - A 9ª Reunião
Ordinária do Comitê Nacional para a Promoção
do Uso Racional de Medicamentos foi encerrada hoje (21), em Brasília,
com uma crítica da secretária executiva do comitê,
Silvana Nair Leite, de que, no Brasil, nem sempre a lógica do
“uso racional de medicamentos” é respeitada. Segundo ela,
o uso racional consiste na prescrição de um remédio,
pelo médico, observando a opção mais eficaz,
segura e econômica para o paciente.
De acordo com Nair
Leite, o problema estaria na qualificação
dos profissionais de saúde, e, principalmente, no mercado que dá acesso
aos medicamentos sem a receita e ao excesso de publicidade dos
laboratórios. “No Brasil a gente tem a propaganda de
medicamentos feita diretamente ao médico, de uma forma muito
agressiva, para a população até que está
controlada, mas também temos um tipo de propaganda ao usuário
de medicamentos que influencia o sobre consumo” disse.
Durante
a reunião, o comitê discutiu a criação de
um curso a distância para a qualificação
dos médicos na prescrição racional de
medicamentos e como sensibilizar os profissionais de saúde
para a notificação de reações adversas a determinado
medicamento apresentadas pelos pacientes.
Um serviço de
notificação, gerenciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já existe e
faz parte do sistema mundial de notificação de reações
adversas. “Ele depende de profissionais de saúde o
alimentarem com informações a respeito de medicamentos
que tem problemas de qualidade e de reações adversas”,
afirmou Nair Leite. Segundo a secretária, são as
informações desse sistema que fazem a Anvisa gerar
alertas sobre medicamentos que apresentaram problemas e até
determinar a retirada deles do mercado.