Em áreas com circulação do vírus, tratamento não deve esperar confirmação laboratorial, diz OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) pede que, em áreas onde o vírus <i>Influenza</i> H1N1 esteja circulando na comunidade, médicos que...
Brasília - A Organização Mundial da Saúde (OMS) pede que, em áreas
onde o vírus Influenza H1N1 esteja circulando na comunidade, médicos que atendam
pacientes com sintomas parecidos aos da influenza A (H1N1) - gripe suína - assumam que o vírus
da pandemia é o causador. Segundo a organização, decisões com relação ao tratamento não devem esperar a
confirmação laboratorial da infecção pelo vírus.
Para
pacientes que apresentem a forma severa da doença ou cuja
condição comece a piorar, a OMS recomenda o tratamento com o osetalmivir o
mais rápido possível. Pacientes saudáveis sem agravamento da doença não
precisam ser tratados com esse antiviral. O medicamento, quando
prescrito corretamente, pode reduzir significativamente o risco de pneumonia (a
principal causa de mortes para a pandemia e para a influenza sazonal) e a
necessidade de internação.
A
OMS recomenda que mulheres grávidas com a nova gripe recebam o tratamento de
osetalmivir o quanto antes. Para crianças, a organização recomenda o tratamento
antiviral para aquelas com quadro grave ou com risco de
doença mais grave. Para crianças saudáveis, com idade superior a 5 anos,
não é necessário dar tratamento antiviral a menos que a doença persista ou se
agrave.
É
necessário atenção à progressão da doença, como ela pode ser muito rápida um
médico deve ser procurado quando qualquer um dos seguintes sinais aparecer em
uma pessoa com suspeita ou confirmação de infecção pela influenza A (H1N1) - gripe suína: dificuldade em
respirar; falta de ar, expectoração com sangue; dor no peito; estado mental
alterado; febre alta que persista mais de três dias; pressão arterial baixa. Em
crianças os sinais de perigo incluem respiração rápida ou difícil, falta de
atenção, dificuldade em acordar, e pouca ou nenhuma vontade de brincar.
No mundo, cerca de 40% dos casos graves estão
ocorrendo em crianças previamente saudáveis e adultos, geralmente abaixo de 50 anos. Até o dia 13 de agosto, a doença já havia atingido 182.166 pessoas, incluindo 1.799 mortes, de acordo com a OMS.