Ministra Cármen Lúcia vota pela abertura de ação penal contra Palocci
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia divergiu do presidente da Corte, Gilmar Mendes, e votou pela...
Brasília - A ministra do Supremo
Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia divergiu do presidente da
Corte, Gilmar Mendes, e votou pela abertura de ação penal contra
o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP),
acusado da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos
Santos Costa e da divulgação indevida dos dados, em 2006.
Cármen Lúcia
considerou suficientes para abrir a ação penal os indícios
apontados Ministério Público Federal (MPF) contra Palocci, o
ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso - que teria
informado ao ex-ministro sobre uma movimentação atípica na conta
bancária do caseiro – e o jornalista Marcelo Netto, ex-assessor
de imprensa do Ministério da Fazenda , apontado como responsável
pelo vazamentos dos dados bancários de Francenildo para a revista
Época.
O MPF relatou nos
autos que, em 16 de março 2006, data da violação do sigilo
bancário do caseiro, Palocci e Netto “tiveram numerosos contatos
entre si, o que não era usual,” revelados pela quebra do sigilo
telefônico de ambos e, posteriormente, marcaram um encontro com
Mattoso, cientes dos dados que ele teria sobre o caseiro. Tais dados
foram divulgados pela revista Época em 17 de março.
O sigilo bancário de
Francenildo foi violado após ele ter dado declarações à Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos dizendo que Palocci se
encontrava com lobistas de Ribeirão Preto em uma mansão em área
nobre de Brasília.
O ministro Eros Grau seguiu Mendes e votou pelo arquivamento do processo contra Palocci e Netto e pela abertura de ação penal contra Jorge Mattoso.