Fontana diz que votação dos projetos do pré-sal é prioridade do governo neste ano
<p>As votações dos quatro projetos de lei do marco regulatório do pré-sal são prioridades do governo no Congresso Nacional neste semestre....
Brasília - As
votações dos quatro projetos de lei do marco regulatório do pré-sal
são prioridades do governo no Congresso Nacional neste semestre. A afirmação foi
feita hoje (31) pelo líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado Henrique Fontana
(PT-RS).
Ele ressaltou que, apesar da urgência na definição do modelo do pré-sal, há
outras matérias também de interesse do governo que precisam ser votadas. “Retardar essas
aprovações, significa retardar uma série de benefícios para toda a
população brasileira”.
De acordo com Fontana, 90 dias é um
prazo mais do que suficiente para votar os quatro projetos na Câmara, para que eles sejam encaminhados à discussão e votação no
Senado posteriormente.
Como os projetos estão com pedido de urgência constitucional,
eles começam a trancar a pauta de votações da Câmara daqui a 45 dias. O
líder também disse que a ideia é aprovar as quatro propostas em datas
próximas, uma vez que são matérias correlatas.
Em relação à já anunciada obstrução da oposição na
tramitação dos projetos, o líder governista fez um apelo para que os
partidos de oposição que estiverem contra as propostas do governo que
apresentem suas contrapropostas para serem discutidas e votadas.
“A
minha visão é de esperar que a oposição assuma a postura de que essa é
uma riqueza nacional e que nós deveremos colocá-la acima do interesse
de quem está no governo ou na oposição. Se a oposição tem visão crítica
em relação às propostas, que ele apresente sua contraproposta e nos
ajude a acelerar as votações”, disse Fontana.
Os quatro projetos encaminhados à
Câmara, de acordo com o líder, têm a mesma prioridade de tramitação,
“porque compõem o novo marco regulatório do petróleo e a forma como o
Brasil vai explorar essa riqueza nacional”. “Todos esses projetos têm
que andar em paralelo, porque, para funcionar o novo sistema, tudo isso
tem que estar aprovado.”
Embora ainda não esteja definida a
forma de tramitação dos projetos, se em comissões especiais ou nas
comissões técnicas, já que a definição ainda depende de análise da
assessoria da Presidência da Câmara, o líder governista disse ser
favorável à criação de quatro comissões especiais, uma para cada
projeto, com um relator para cada proposta. Segundo ele, isso vai
permitir um debate mais aprofundado sobre cada matéria.