Câmara aprova em 1º turno PEC dos Vereadores
<p>A Câmara dos Deputados aprovou há pouco, em 1º turno, por 370 votos a favor, 32 contrários e duas abstenções, a proposta...
Brasília - A
Câmara dos Deputados aprovou há pouco, em 1º turno, por 370 votos a
favor, 32 contrários e duas abstenções, a proposta de emenda à
Constituição (PEC dos Vereadores), que aumenta o número de vereadores no
país dos atuais 51.748 para até 59.791, e reduzem os percentuais máximos
de repasses de recursos municipais para serem gastos com as câmaras de
Vereadores.
A proposta mantém 24 faixas de número de
vereadores, de acordo com a população dos municípios, e que havia sido
aprovada no ano passado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado
Federal. No entanto, a PEC muda a fórmula de cálculo das despesas com
os legislativos municipais. Isso porque, na votação da proposta pelo
Senado, foi alterado esse dispositivo.
A votação da PEC foi
acompanhada por cerca de 500 suplentes de vereadores, que serão
beneficiados com a proposta. Os suplentes lotaram as galerias do
plenário da Câmara a fim de acompanharem a
votação da matéria. A cada manifestação de deputado favorável à PEC,
eles acenavam com lenços brancos. O resultado da votação foi
aplaudido de pé pela ocupantes da galeria.
Na comissão especial
que analisou o mérito da PEC dos Vereadores, o relator da matéria,
deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), trabalhou de forma célere e
apresentou seu parecer logo que foi concluída a fase de apresentação de
emendas. O parecer foi aprovado na comissão e levado à votação no
plenário. O relator não fez qualquer mudança no texto aprovado pelo
Senado. Na votação de hoje, os deputados também mantiveram o texto do
Senado. Com isso, se a PEC for aprovada em segundo turno, ela será
promulgada sem nova votação dos senadores.
A polêmica em torno
do aumento do número de vereadores vem desde o ano passado, quando a
Câmara aprovou uma PEC aumentando o número de vereadores e reduzindo os
gastos com os legislativos estaduais. Na votação no Senado, a PEC foi
desmenbrada em duas. No ano passado, os senadores aprovaram apenas a
parte que aumentava no número de cadeiras nas câmaras municipais e
deixaram para votar depois a parte que tratava dos gastos.
No
fim do ano passado, o então presidente do Senado, Garibaldi Alves
Filho (PMDB-RN), chegou a encaminhar a parte da proposta aprovada pelos
senadores a fim de ser assinada pelos integrantes da Mesa Diretora da
Câmara, para promulgação pelas mesas diretoras das duas Casas
Legislativas. No entanto, o então presidente da Câmara, deputado
Arlindo Chinaglia (PT-SP), se recusou a promulgar apenas a parte que
tratava do aumento do número de vereadores. A discussão foi parar no
Supremo Tribunal Federal.
Depois da aprovação da parte que
aumentavam as vagas de vereadores, os senadores aprovaram a parte que
tratava dos gastos com as câmaras municipais. Com isso, a Câmara retomou
a tramitação da chamada PEC dos Vereadores com as modificações feitas
pelos senadores. Desde o inicio deste ano, os suplentes de vereadores,
que serão beneficiados pela proposta, passaram a frequentar as
dependências da Câmara e pressionar os deputados para a
votação da PEC.