Lewandowski e Britto empatam votação pela extradição de Battisti para a Itália
Os ministros do Supremo tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski e Ayres Britto seguiram o entendimento do relator, ministro Cezar Peluso, e votaram favoravelmente...
Brasília - Os
ministros do Supremo tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski e Ayres Britto seguiram o
entendimento do relator, ministro Cezar Peluso, e votaram
favoravelmente à extradição do escritor e ex-ativista político
italiano Cesare Battisti, preso preventivamente no Brasil desde março de 2007.
Lewandowski também caracterizou como ilegal o refúgio concedido em janeiro deste
ano a Battisti pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, e considerou crimes
comuns os quatro assassinatos ocorridos entre 1977 e 1979 e atribuídos pela
Justiça italiana ao ex-ativista, que militava na organização
de esquerda Proletários Armados pelo Comunismo.
Assim como
Peluso, Lewandowski condicionou a extradição de Battisti
à substituição da pena de prisão perpétua por pena de reclusão de, no
máximo, 30 anos.
Segundo o ministro, a condenação do ex-ativista,
na Itália, “não se baseou apenas na delação premiada, mas foi
corroborada por diversos outros elementos de conexão, como provas
periciais e materiais.” Lewandowski ressaltou, ainda, que, ao invés de
se apresentar prontamente às autoridades brasileiras quando chegou ao
Brasil em 2004, Battisti ficou de forma clandestina no país, ciente de
sua condição de fugitivo da Justiça italiana.
O placar
momentâneo é de três votos pelo arquivamento do processo de extradição
– dos ministros Eros Grau, Joaquim Barbosa e Cármen Lúcia – com consequente expedição
de alvará de soltura para Battisti, e três pelo deferimento do pedido
do governo italiano para que ele volte ao país onde cumpriria pena. Faltam votar três ministros: Ellen Gracie,
Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes.